Eleições 2026
A pré-candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) ao Palácio do Planalto enfrenta um obstáculo que vai além da polarização entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A poucos meses do início da campanha, o ex-governador de Goiás ainda não conseguiu garantir palanques competitivos em alguns dos principais colégios eleitorais do País. Em estados estratégicos, candidatos do próprio PSD ou apoiados pela legenda devem subir em palanques de outros presidenciáveis, deixando Caiado isolado.
O caso mais emblemático é o do Rio de Janeiro. Favorito na disputa pelo governo estadual, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) já declarou publicamente apoio à reeleição de Lula e afirmou que o PSD fluminense seguirá o mesmo caminho. Para aliados de Caiado, trata-se de um dos cenários mais difíceis, já que o Estado também concentra forte influência do bolsonarismo, reduzindo o espaço para uma candidatura de “terceira via”.
Em Minas Gerais, a situação também não favorece o presidenciável do PSD. O governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição, deve permanecer ao lado de Romeu Zema (Novo), de quem foi vice e principal aliado nos últimos anos. Dirigentes estaduais da legenda afirmam que esse compromisso foi firmado antes da definição da candidatura presidencial de Caiado e que qualquer mudança dependeria de uma eventual alteração na estratégia nacional de Zema.











