Eleições 2026

O fim das convenções partidárias, nesta quarta-feira 5, consolidou um dos principais entraves da candidatura presidencial de Ronaldo Caiado (PSD). O ex-governador de Goiás chegará ao início da campanha ao Palácio do Planalto, no próximo dia 15, sem um palanque unificado do partido no Nordeste, região onde o presidente Lula (PT) concentra uma maior vantagem eleitoral.

Embora tenha lançado Caiado à Presidência, o PSD optou por dar liberdade aos diretórios estaduais para definir seus próprios arranjos. O resultado foi um mosaico de alianças que, na prática, fortalece candidatos de diferentes campos políticos e limita a capacidade do presidenciável de transformar a força regional do partido em um ativo para a disputa nacional.

O cenário vai além dos estados em que a sigla apoia diretamente candidatos alinhados a Lula. Mesmo onde o PSD encabeça chapas competitivas, Caiado não conseguiu transformar as candidaturas em palanques para sua campanha.

Em Sergipe, o governador Fábio Mitidieri confirmou apoio a Lula durante a convenção que oficializou sua candidatura à reeleição, na tarde desta quarta-feira. Caiado sequer foi citado nos discursos, enquanto a identidade visual do evento trazia referências ao chefe do Executivo federal e ao chamado “time de Lula” – composto ainda pelo senador Rogério Carvalho, que vai à reeleição, e pelo ex-deputado federal André Moura (União), um dos artífices do impeachment de Dilma Rousseff em 2016.