PUBLICIDADE Ao menos quatro dos seis chefes estaduais da legenda não devem comparecer à cerimônia em Brasília; aliados atribuem ausências à agenda pré-eleitoral, mas presidenciável ainda enfrenta dificuldade para unificar o partido 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Os governadores do Paraná, Ratinho Jr.; de Goiás, Ronaldo Caiado; e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite: os três são pré-candidatos à Presidência pelo PSD — Foto: Fotos de Anna Carolina Negri e William Volcov/Valor e Júlia Aguiar/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 15:49 Governadores do PSD ausentes em evento de Caiado com Kassab Governadores do PSD esvaziam o evento de Ronaldo Caiado em que oficializará Gilberto Kassab como vice em sua chapa presidencial. Quatro dos seis chefes estaduais da legenda não comparecerão à cerimônia em Brasília, alegando compromissos pré-eleitorais. Nos bastidores, as ausências refletem a dificuldade de Caiado em unificar o partido. Kassab, agora vice na chapa, busca fortalecer a candidatura e reduzir resistências internas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A cerimônia em que Ronaldo Caiado (PSD) oficializará Gilberto Kassab como candidato a vice-presidente, nesta quarta-feira, deverá ocorrer sem a presença da maior parte dos governadores da própria legenda. Ao menos quatro chefes de Executivo estaduais do PSD não devem comparecer ao evento, em Brasília. Outros dois não responderam à reportagem até a publicação deste texto. A solenidade ocorre em uma semana considerada decisiva para os governadores. Na sexta-feira entram em vigor as restrições previstas pela legislação eleitoral, levando chefes de Executivo a concentrar inaugurações, entregas de obras e agendas administrativas nos estados. Nos bastidores, porém, integrantes do PSD reconhecem que as ausências também refletem a dificuldade de Caiado em converter a candidatura oficial do partido em apoio efetivo entre as principais lideranças da legenda. Como mostrou o GLOBO, Caiado anunciará Kassab como candidato a vice em evento nesta quarta-feira. Os dois se reúnem nesta terça-feira, em São Paulo, para acertar os últimos detalhes da composição da chapa e definir a estratégia eleitoral para os próximos meses. Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra não deve participar da cerimônia. Segundo interlocutores, ela já tinha compromissos previamente agendados no estado, em meio à reta final de inaugurações e entregas de obras antes do início das restrições eleitorais. Em Minas Gerais, o governador Mateus Simões também não irá a Brasília. Além de ter compromisso na posse do novo presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, desembargador Vicente de Oliveira Silva, auxiliares lembram que Simões foi vice de Romeu Zema e integra o projeto político do ex-governador do Novo, adversário de Caiado na disputa presidencial. — Tenho a posse do presidente do Tribunal de Justiça de Minas, infelizmente não consigo — disse Simões ao GLOBO. No Rio Grande do Sul, Eduardo Leite permanecerá no estado. Sua assessoria informou que o governador cumprirá agendas previamente marcadas no interior gaúcho. Já o governador do Paraná, Ratinho Júnior, está em licença de caráter pessoal e também não participará da cerimônia. Os governadores Marcos Rocha, de Rondônia, e Fábio Mitidieri, de Sergipe, não responderam aos contatos da reportagem até a publicação deste texto. O espaço segue aberto para manifestação. Nos bastidores, interlocutores afirmam que parte dos governadores tomou conhecimento do evento apenas nesta terça-feira, pela imprensa, o que reforçou o sentimento de distanciamento em relação à pré-candidatura de Caiado. As ausências, no entanto, ocorrem em um momento de constrangimento dentro da legenda. Além de presidente nacional do PSD, Kassab passará a integrar a chapa presidencial. É dele a palavra final sobre a estratégia nacional da sigla e sobre a distribuição dos recursos do fundo partidário e do fundo eleitoral, utilizados nas campanhas de governadores, senadores, deputados federais e estaduais. A escolha de Kassab para a vice-presidência buscou justamente enfrentar um dos principais problemas da campanha de Caiado: a dificuldade para unificar o PSD em torno de sua candidatura. Desde que o ex-governador foi lançado como presidenciável da legenda, a maior parte dos governadores e lideranças estaduais manteve alianças regionais com adversários do goiano, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e Zema, dificultando a construção de um palanque nacional único. Na avaliação de aliados, levar Kassab para a chapa amplia o peso político da candidatura dentro do próprio PSD e fortalece a capacidade de articulação da campanha. A expectativa é que o presidente nacional da legenda atue para reduzir resistências internas e ampliar o engajamento dos diretórios estaduais nos próximos meses.
Governadores do PSD esvaziam evento de Caiado para anunciar Kassab como vice
Ao menos quatro dos seis chefes estaduais da legenda não devem comparecer à cerimônia em Brasília; aliados atribuem ausências à agenda pré-eleitoral, mas presidenciável ainda enfrenta dificuldade para unificar o partido













