O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, concorrerá à Vice-Presidência da República para ampliar o poder de barganha do partido em um possível segundo turno da eleição, dizem aliados. A intenção da sigla é transformar a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência numa iniciativa de caráter partidário, e não mais um projeto individual do ex-governador de Goiás, recém-chegado na sigla.
Kassab foi oficializado como vice da chapa do PSD nesta quarta-feira (1º), num evento em Brasília. Ao dar um caráter institucional à candidatura do partido, espera-se uma maior participação da cúpula da sigla na campanha, encarecendo um eventual apoio da chapa a Flávio Bolsonaro (PL), hoje favorito para disputar o segundo turno contra o presidente Lula (PT).
Antes da chegada de Kassab, esperava-se uma adesão automática de Caiado a Flávio numa segunda etapa contra Lula. Isso incomodou algumas lideranças da legenda. O PSD avalia que, agora, a posição precisará, no mínimo, ser rediscutida com Kassab.
A expectativa de aliados é que Kassab abra caminho para que um apoio do PSD seja correspondido com espaços, como ministérios, num eventual governo de Flávio. Além disso, pode entrar na demanda o apoio do PL ao partido em espaços relevantes também no Congresso Nacional.











