A petroquímica Braskem obteve nesta sexta-feira (26) proteção judicial contra credores pelo prazo de 60 dias. O pedido à Justiça havia sido feito nesta semana, como parte de um plano de reestruturação financeira que ainda não convenceu os maiores credores.
A proteção foi dada pela Segunda Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. Garante a "suspensão de todas as execuções e constrições por credores que tenham sido convidados a participar da mediação instaurada pela companhia".
O processo de mediação foi iniciado nesta semana, com a apresentação de uma proposta de renegociação de dívidas, considerada "totalmente insatisfatória" pelos credores. Com a proteção judicial, a empresa ganha mais tempo para as tratativas.
A proteção tem escopo limitado, segundo comunicado da Braskem: não abrange obrigações com fornecedores, clientes e demais partes interessadas, limitando-se apenas a execuções de dívidas financeiras.
Sexta maior petroquímica do mundo, a Braskem sofre com elevado endividamento provocado pela combinação de anos de baixos preços das matérias-primas petroquímicas e elevados juros, além dos gastos para remediar danos da tragédia de Maceió.











