A divulgação das imagens registradas pelas câmeras corporais da Polícia Militar reacendeu a controvérsia em torno de uma abordagem realizada na EMEI Antônio Bento, no Butantã, zona oeste de São Paulo, durante uma atividade pedagógica sobre cultura afro-brasileira. Nesta semana, a Associação Movimento Brasil Laico pediu ao Ministério Público paulista a responsabilização criminal e administrativa dos policiais envolvidos, incluindo o afastamento cautelar e a expulsão da corporação.
A entidade sustenta que as gravações revelam condutas incompatíveis com a atuação policial, com indícios de abuso de autoridade, constrangimento ilegal e intolerância religiosa. O documento foi apresentado dias após a publicação das imagens das bodycams, consideradas pela associação um “fato novo” capaz de justificar a reabertura da discussão.
O episódio ocorreu em 12 de novembro de 2025. Na ocasião, um policial militar acionou colegas após sua filha, de 4 anos, participar de uma atividade baseada no livro infantil Ciranda em Aruanda — que integra o trabalho pedagógico desenvolvido pela rede municipal em cumprimento às leis que determinam o ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena na educação básica. Ao fim da leitura da obra, os estudantes produziram desenhos inspirados nos personagens da história. A menina desenhou a orixá Iansã, divindade cultuada no Candomblé associada aos ventos.











