Câmeras corporais gravaram a conversa entre policiais militares e a diretora de uma escola municipal no Caxingui, zona oeste de São Paulo. Os agentes foram ao local após um pai se queixar de um desenho feito pela filha durante uma atividade escolar.
O fato ocorreu em novembro passado, após uma aula sobre o livro "Ciranda em Aruanda", que representa a mitologia dos orixás na cultura afro-brasileira. As imagens se tornaram públicas nesta semana.
O pai da estudante, um policial militar que se disse cristão, não gostou que a filha tivesse realizado um desenho relacionado a outra religião. Ele então acionou a Polícia Militar, que enviou equipes para a escola.
A diretora, ao perceber a quantidade de PMs no local, se surpreendeu. A imagem mostra o diálogo com os policiais, a quem foi explicada a atividade realizada.
Um dos PMs, que se identificou como tenente Ronald, comandante de uma companhia —unidade da Polícia Militar localizada em bairros—, rebateu as falas da diretora. Antes de deixar a escola, ele disse: "A senhora quis impor e ditar as suas regras, ditar seu pensamento, ditar a sua ideologia. Não vou conversar com a senhora mais".











