A defesa de Antônio Carlos alegou ao ministro André Mendonça que ele teria sofrido uma batida em sua cela por uma dupla de agentes penitenciários Empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS’ — Foto: Lula Marques/Agência Brasil - 25/9/2025 A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape) negou em ofício encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) que tenha sido realizado um interrogatório com intuito de pressionar o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "careca do INSS", a fazer delação premiada dentro da Papuda. Ainda assim, o órgão comunicou ao STF que abriu um procedimento de investigação preliminar para apurar administrativamente como foi a abordagem ao empresário ocorrida na semana passada. A informação foi antecipada pelo jornal O Globo. Como revelou o Valor, a defesa de Antônio Carlos alegou ao ministro André Mendonça que ele teria sofrido uma batida em sua cela por uma dupla de agentes penitenciários em 17 de junho. A defesa relatou que ele foi interrogado por cerca de uma hora, sem aviso prévio, sobre delação premiada. Segundo a defesa, o episódio ocorreu no mesmo dia em que o filho do empresário, que também está preso na Papuda, foi internado no hospital. Diante do relato, o ministro André Mendonça, relator do caso, deu 48 horas para a administração da Papuda, que fica subordinada à Seape, apresentar esclarecimentos. Ao STF, a Seape afirmou que foi realizada uma "oitiva para fins de inteligência" após ter sido apreendido com o empresário, em uma revista de rotina realizada em 2 de junho, um protetor labial identificado com as inscrições "ácido hialurônico e cannabis", o que estaria em desacordo com a regras da penitenciária. Segundo a defesa de Careca, porém, o depoimento para tratar deste episódio estava agendado para 23 de fevereiro, com a presença dos advogados do empresário. A Seape, por sua vez, negou irregularidade na abordagem. "Não foram identificados elementos que corroborassem a afirmação de que o custodiado tenha sido instado a realizar colaboração premiada, delação ou qualquer providência semelhante", afirmou em ofício ao Supremo. Procurada, a defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes não respondeu.