O lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, pediu nesta quarta-feira (24) a transferência de cela no Complexo Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, sob a justificativa de que está preso sob condições precárias.
Em manifestação feita à Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, a defesa do Careca afirma que a cela tem "iluminação artificial que fica ligada ininterruptamente". A carceragem, diz, é "incomparavelmente menor que a anterior, não tem entradas de ventilação, impedindo a circulação de ar e de luz solar".
Os advogados também afirmam que, no último dia 19, o lobista foi retirado da sua cela por dois policiais penais, que o questionaram sobre suposta falta disciplinar (um dos motivos seria por portar um protetor labial) e também fizeram perguntas sobre a possibilidade de ele firmar acordo de delação premiada.
"Além da estranheza de haver questionamento prévio não agendado e sem a presença da sua defesa, na mesma oportunidade os Policiais Penais questionaram –e insistiram com o peticionário– sobre o seu interesse em realizar delação premiada sobre esta investigação", diz a petição da defesa.
"Não se trata de coincidência, mas de pressão deliberada sobre o custodiado, em violação à dignidade da pessoa privada de liberdade e às garantias do direito ao silêncio e à assistência da defesa —padrão que, aliás, não é inédito."











