O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (25) a transferência, no prazo de 24 horas, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, para uma cela na Papudinha, no Complexo da Papuda. A estrutura fica no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, localizada dentro do Complexo Penitenciário da Papuda. A transferência foi determinada pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF. O prédio fica a poucos metros das unidades da Papuda destinadas a presos comuns, no Jardim Botânico, e tem capacidade para 60 presos. Imagem de Daniel Vorcaro na prisão. — Foto: Reprodução O batalhão tem oito celas, todas no formato de alojamentos coletivos, compostos por banheiro com box, chuveiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala. Segundo a Polícia Militar, todas essas instalações foram reformadas em 2020. Todos os presos podem receber itens de higiene, limpeza, enxoval e roupas definidos pela administração penitenciária, de forma igual para todos. Infográfico - Mapa mostra localização da Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. — Foto: Arte/g1 Também é permitido acesso a televisores e equipamento de ventilação mecânica, de acordo com o regramento da unidade prisional. Vorcaro e o Caso Master Em troca de mensagens com a então namorada, Vorcaro diz que negócio de banco é igual a máfia — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução Daniel Vorcaro foi preso preventivamente em março deste ano durante a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Segundo a investigação, o grupo teria criado contratos, extratos e outros documentos falsos para inflar artificialmente o patrimônio da instituição financeira, atraindo investidores e ocultando a real situação do banco. A PF também apura suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de empresas e fundos de investimento, além de corrupção, organização criminosa e invasão de sistemas de órgãos públicos para obter informações sigilosas sobre as investigações. Os investigadores ainda afirmam que o grupo mantinha uma estrutura voltada à intimidação de jornalistas, concorrentes e ex-funcionários. A defesa de Vorcaro nega as acusações. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.