O recuo de 0,8% da renda média do trabalhador no trimestre encerrado em maio é classificado pelo IBGE como estabilidade estatística, por estar dentro da margem de erro da pesquisa O recuo de 0,8% da renda média do trabalhador no trimestre encerrado em maio, ante o trimestre imediatamente anterior, foi “uma pausa no crescimento” e não dá para falar em mudança de tendência, segundo o analista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) William Kratochwill. A renda média de todos os trabalhos, no trimestre encerrado em maio, foi de R$ 3.726, pouco abaixo dos R$ 3.756 registrados no trimestre anterior, que vai até fevereiro. A variação negativa de 0,8% é classificada pelo IBGE como estabilidade estatística, por estar dentro da margem de erro da pesquisa. Ainda assim, foi o primeiro número negativo desde setembro de 2024 (-0,4%). Ao comentar o resultado, Kratochwill explicou que apenas um dos dez grupamentos de atividades acompanhados pelo IBGE apresentou queda significativa no rendimento no período analisado, o de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais. “O recuo significativo foi apenas num setor específico, que foi o setor público sem carteira assinada, que não tem uma expressão maior no contingente de trabalhadores. Isso puxou levemente os rendimentos para baixo”, afirmou. “Só esse segmento apresentou redução estatisticamente significativa na renda. Quando observamos todos os demais grupos, foi indicada uma estabilidade. [...] O mercado está sem mudanças drásticas, houve uma pausa no crescimento”, completou. — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil