A inflação das famílias com renda muito baixa no Brasil foi de 0,83% em maio, sob impacto da alta dos preços da alimentação no domicílio e da energia elétrica, apontam cálculos do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

O índice desacelerou em relação a abril, quando foi de 0,92%, mas seguiu como o maior do levantamento pelo segundo mês consecutivo. O Ipea investiga a inflação da cesta de consumo de seis faixas de renda da população.

A taxa das famílias mais pobres em maio (0,83%) foi mais do que o dobro da observada entre as mais ricas, com renda alta (0,38%).

A diferença havia sido ainda maior em abril. Na ocasião, a inflação da renda muito baixa (0,92%) foi quase o quádruplo da registrada pelo grupo mais rico (0,24%).

O índice da renda alta foi o único da pesquisa que acelerou na passagem de abril para maio. A taxa dessa camada, porém, seguiu como a menor das seis faixas de renda pelo segundo mês consecutivo.