A inflação das famílias brasileiras com renda muito baixa acelerou a 0,92% em abril, puxada pelo peso de preços mais altos de alimentos, medicamentos e energia elétrica, aponta levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Entre as famílias de renda alta, as mais ricas, a taxa foi de 0,24%.

O índice dos mais pobres foi o maior entre as seis faixas de renda pesquisadas pelo instituto e o único a ganhar força ante março, quando havia ficado em 0,85%. A inflação da renda alta desacelerou após também marcar 0,85% no mês anterior.

O Ipea calcula a inflação dos diferentes grupos sociais com base nos dados do IPCA, o indicador oficial de preços do país divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice dos mais pobres foi quase o quádruplo do registrado pelo grupo de renda alta.

Os pesos dos bens e serviços variam segundo os grupos de renda, já que as cestas são adaptadas a diferentes realidades de consumo.

Os alimentos consumidos nos domicílios voltaram a pressionar a inflação no país, ainda que tenham subido menos em abril (1,64%) do que em março (1,94%).