Já é proverbial a capacidade dos Bolsonaros de sabotar a si mesmos.
Jair, o "pater familias", antecipou a própria prisão ao, por alegada curiosidade, pocar a tornozeleira eletrônica que usava como alternativa menos gravosa ao encarceramento. Poderá agora perder o benefício da domiciliar humanitária porque resolveu mandar consertar uma arma da qual, na condição de presidiário, nem deveria ter posse. Recuando um pouco mais no tempo, vale lembrar que foi o próprio Planalto que providenciou a filmagem da reunião ministerial de 22 de abril de 2020, a qual, ao escancarar a verdadeira natureza do governo Bolsonaro, marcou o início do ocaso da administração.
Eduardo, o Bananinha, tentando mobilizar seus relacionamentos internacionais para ajudar o pai, deflagrou o primeiro tarifaço de Trump contra o Brasil, medida que acabou ajudando Lula a recuperar-se nas pesquisas de intenção de voto.
Flávio, o Primogênito, no que muitos descrevem como uma tentativa de lavar dinheiro, criou o que deve ser a única loja de chocolates do mundo cristão que fatura menos na Páscoa do que em outras épocas do ano.
Diante desse histórico, não é surpreendente que Michelle Bolsonaro, a Esposa, a pretexto de defender-se da rispidez de Flávio, tenha desferido um formidável golpe contra a candidatura familiar justamente quando a campanha parecia estabilizar-se após o tsunami do caso Master.









