Advogados citam quadro de "multimordidade complexa" do ex-presidente 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jair Bolsonaro chega em casa para cumprir prisão domiciliar — Foto: Gabriela Biló/Folhapress RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 09:15 Defesa de Bolsonaro pede prorrogação de prisão domiciliar por saúde A defesa de Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, a prorrogação da prisão domiciliar do ex-presidente, citando seu quadro de "multimordidade complexa", com doze doenças crônicas e sequelas permanentes. Argumentam que, assim como nos casos de Collor e de um idoso do 8/1, a necessidade de tratamento contínuo e ambiente adequado justifica a medida humanitária. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro pediram a prorrogação de sua prisão domiciliar humanitária argumentando que o ex-chefe do Executivo ainda precisa de cuidados específicos. A defesa sustenta que Bolsonaro tem um quadro de "multimordidade complexa" e cita pelo menos doze doenças crônicas e sequelas permanentes que o ex-presidente possui. Ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a defesa do ex-chefe do Executivo pediu que sejam aplicados os precedentes abertos com a domiciliar do ex-presidente Collor de Mello e de um idoso com câncer condenado a 14 anos de prisão pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Segundo os advogados, o entendimento do STF é o de que não é necessário que um réu esteja em "situação terminal ou quadro de pré-óbito" para que sejam concedida a domiciliar humanitária, mas somente demonstre que precisa de "tratamento contínuo e ambiente apto a reduzir riscos concretos de agravamento". Ao descrever o quadro de "multicomorbidade" do ex-presidente, a defesa lista as seguintes condições:Síndrome da apneia obstrutiva do sono grave;Hipertensão arterial sistêmica;Doença aterosclerótica coronariana e carotídea;Doença do refluxo gastroesofágico com esofagite;Histórico de pneumonias aspirativas recorrentes;Múltiplas cirurgias abdominais com sequelas funcionais permanentes;Episódios recorrentes de obstrução intestinal por aderências;Instabilidade postural e distúrbio do equilíbrio;Queda recente da própria altura com traumatismo cranioencefálico;Soluços recorrentes de difícil controle;Histórico de neoplasia cutânea tratada cirurgicamente;Tratamento cirurgico ortopédico recente de lesão em ombro direito; A defesa sustentou que a recuperação de Bolsonaro não significa que desapareceram as "circunstâncias clínicas" que levaram à concessão da prisão domiciliar ao ex-presidente. O argumento dos advogados é o de que Bolsonaro ainda precisa de acompanhamento especializado e avaliação médica contínua. Os advogados citam por exemplo que, no dia 15 de junho, os médicos de Bolsonaro solicitaram uma bateria de exames - tomografias, manometria esofágica e endoscopia - para acompanhar a evolução do quadro de pneumonia broncoaspirativa, "diante da persistência de alterações identificadas em exame clínico de ausculta". Na mesma linha, destacam o relatório médico atualizado da saúde do ex-presidente, emitido na segunda-feira, que diz que "persistem elementos clínicos que justificam" a manutenção da domiciliar de Bolsonaro. Segundo os médicos, o regime permite que sejam adotadas "medidas assistenciais necessárias" e "controles evolutivos periódicos", reduzindo riscos de descompensação de Bolsonaro e de eventos potencialmente graves.
Defesa de Bolsonaro cita casos de Collor e idoso do 8/1 para pedir a Moraes extensão da prisão domiciliar
Advogados citam quadro de "multimordidade complexa" do ex-presidente









