O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, comparou-se a Alexandre, o Grande, na cerimônia de credenciamento de sua vitória, na quinta-feira (25), e deu um mês para grupos armados se entregarem, reforçando a ruptura que pretende implementar nas políticas de segurança do país.

"Acabou o tempo de tolerar o crime. Aqueles que persistirem na corrupção, no terrorismo e no tráfico de drogas enfrentarão toda a força do Estado", afirmou, ao dar 30 dias para que os grupos "organizem sua submissão ao Estado de Direito". "No meu governo, não haverá ofertas generosas nem concessões inaceitáveis."

Com o discurso, o político estreante indica que vai insistir na retórica que lhe garantiu uma vitória por menos de um ponto percentual contra o senador Iván Cepeda, aliado do presidente Gustavo Petro.

Durante a campanha, Espriella fez da segurança a sua principal bandeira e prometeu acabar com as negociações de paz com guerrilhas dissidentes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas) impulsionadas, sem sucesso, por Petro.

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