O ultradireitista presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, disse nesta segunda-feira (13) que eliminará o Conselho Presidencial de Paz, órgão do governo responsável por coordenar as negociações com grupos armados ilegais.
Espriella sinalizou que suspenderá qualquer diálogo em andamento entre as guerrilhas e a administração federal, como ocorreu sob o presidente Gustavo Petro, o primeiro líder de esquerda na história colombiana.
"O comissariado para a paz será extinto porque não haverá mais processos de falsa paz no meu governo", disse Espriella nas redes sociais. "O objetivo será a segurança do povo e o desmonte total do perverso sistema de impunidade que reina neste momento, e que vai acabar assim que eu assumir o cargo."
O fim dos diálogos era uma promessa de campanha de Espriella. Há duas semanas, o presidente eleito deu o prazo de um mês aos grupos armados para se submeterem à Justiça e disse que não fará "concessões inaceitáveis" —referência às políticas de Petro para o desarmamento de guerrilhas e grupos narcotraficantes.
O fim do conselho faz parte do plano de extinção de mais de 200 cargos na Presidência (que serão transferidos para os ministérios do Interior e da Defesa) previsto para quando o ultradireitista assumir o poder. Espriella diz que promoverá uma reestruturação na sede presidencial que, segundo ele, permitirá a economia de 10 bilhões de pesos (cerca de R$ 15,7 milhões).












