Casos de passageiros que desobedecem regras na aviação crescem 66%Por conta do aumento de casos, Brasil pode ter "no fly list": casos graves aumentaram 30%. Crédito: EstadãoGerando resumoA Ryanair, maior companhia aérea da Europa, anunciou na quinta-feira, 25, que havia eliminado a taxa que os pais precisavam pagar para se sentar ao lado de seus filhos, depois que um órgão regulador britânico informou estar investigando se as cobranças eram injustas e ilegais.A companhia aérea de baixo custo cobrava anteriormente dos pais ou de outros adultos acompanhantes, em geral, cerca de £ 8, ou US$ 11 (cerca de R$ 57), para garantir assentos adjacentes para seus filhos. Mas a Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido, órgão de defesa do consumidor, informou no início deste mês que estava investigando essa política.Ryanair afirmou que mudança nas taxas não afetaria sua receita Foto: Reprodução via instagram/@ryanair“Vamos nos adaptar com relutância a esse padrão do setor, pois não queremos perder tempo explicando a reguladores mal orientados o quanto eles interpretam erroneamente o que é do melhor interesse dos consumidores do Reino Unido e da Europa”, afirmou Michael O’Leary, diretor executivo da Ryanair, em comunicado.PublicidadeEspecialista explica como a guerra influencia nas passagens aéreasQuerosene de aviação (QAV) é o maior peso para precificação. Crédito: Amandio FurtadoÓrgãos reguladores de outros países, incluindo os Estados Unidos e a Índia, também querem que as companhias aéreas garantam que as famílias possam sentar-se juntas sem custo adicional.Leia também‘O combustível sustentável de aviação é a aposta para descarbonizar setor aéreo’, diz CEO da Marco-XAlívio a aéreas: governo estuda reduzir IR sobre leasing de aeronaves até zerar cobrança em 2030Anac autoriza duas novas companhias aéreas estrangeiras a atuar no BrasilPUBLICIDADEDe acordo com a nova política, as famílias que optarem por não pagar por assentos reservados receberão assentos juntos gratuitamente após fazerem o check-in para o voo, informou a Ryanair. Provavelmente, esses assentos ficarão na parte traseira da aeronave, pois as fileiras da frente tendem a ser reservadas e se esgotam primeiro, segundo a companhia aérea.Ainda de acordo com a nova política, se um dos pais pagar por um assento reservado, esse cliente poderá reservar assentos adjacentes para até quatro crianças sem custo adicional. A Ryanair afirmou que a mudança não afetaria sua receita.PublicidadeA Autoridade de Concorrência e Mercados declarou no início deste mês que os termos e condições da Ryanair exigiam que crianças menores de 12 anos se sentassem ao lado de pelo menos um dos pais. O pai ou a mãe, no entanto, deve pagar para reservar um assento, disse o órgão regulador, acrescentando que a política se aplicava a crianças com deficiência. Crianças menores de 2 anos podem sentar no colo de um dos pais.Segundo a reportagem, a Ryanair era a única grande companhia aérea operando na Grã-Bretanha que cobrava esse tipo de taxa.A companhia aérea defendeu sua política de assentos na época, chamando a investigação de “falsa” e argumentando que se tratava de uma tentativa do governo “de fingir que se preocupa com os consumidores”.PublicidadeEla repetiu essa crítica na quinta-feira, acusando o órgão regulador de estar “em uma missão para forçar a Ryanair a adotar a política de assentos para famílias menos transparente e menos favorável ao consumidor aplicada pela maioria das outras companhias aéreas — apenas porque é o padrão do setor”.A Autoridade de Concorrência e Mercados afirmou em comunicado nesta sexta-feira que verificaria se a nova política de assentos da Ryanair está em conformidade com a lei. Se for o caso, disse o órgão regulador, seria “uma vitória para as famílias”.“Mas isso não muda o fato de que as famílias vêm pagando por ‘assentos familiares obrigatórios’. Nossa investigação continua em andamento”, afirmou.PublicidadeEste conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA.
Maior companhia aérea da Europa deixa de cobrar para que pais se sentem ao lado dos filhos
Ryanair afirma ter adotado medida ‘relutantemente’ depois que um órgão regulador britânico começou a investigar se suas taxas eram ilegais














