"Foi possível ouvir a terra estalar, havia poeira no ar, muita poeira", conta a revisora Laura Berrocal, moradora de Caracas, sobre o momento dos terremotos que atingiram a Venezuela na noite da quarta-feira (24). Mãe de dois filhos, ela saiu de saiu com as crianças para dormir na praça de Catia, na capital, buscando abrigo junto aos vizinhos.

Ruas e praças viraram espaços de abrigo informais, em paralelo aos locais oficiais designados para assistência, como alguns centros culturais do país.

Apesar de ser uma das épocas mais quentes do ano na Venezuela, com temperaturas de até 40°C durante o dia, a última noite foi fria e com garoa. Laura, assim como diversos vizinhos, passou a noite sem conseguir dormir no local improvisado.

As queixas sobre falta de assistência se espalharam após o desastre. Para a bióloga e matemática Teresina Mejía, moradora do estado de Miranda, a cerca de uma hora e meia de Caracas, não houve resposta correta dos órgãos de segurança. Por precaução, ela e sua família deixaram a casa para se abrigar em uma quadra esportiva na última noite.

Mejía disse não ter visto a atuação da polícia nem da Defesa Civil no local para orientar a população ou ajudar a manter a calma. "O mais importante foi a reação das pessoas [de forma independente]", diz.