Alvo da operação Miragem da Polícia Federal, o banco Digimais recebeu um aporte do Grupo Record e tem hoje cerca de R$ 2 bilhões em caixa. O reforço financeiro foi feito pela controladora, a Digimais Participações, que é uma empresa da B.A. Empreendimentos Participações. A holding pertence ao Grupo Record.
O depósito foi feito com CDBs (Certificados de Depósito Bancário) do próprio controlador e outra parcela captada no mercado por meio desses títulos, segundo pessoas a par do tema ouvidas pela Folha.
O aporte faz parte das negociações com o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para a venda do banco. Um novo aporte poderá ser feito pelo controlador enquanto a negociação com o BTG Pactual não se define. As duas instituições financeiras fecharam um acordo de intenção de compra em abril deste ano.
Controlado pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da RecordTV, o Digimais é suspeito de ter manipulado os relatórios financeiros para esconder a verdadeira situação financeira e aparentar solidez diante dos órgãos de controle.
Os crimes investigados incluem gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em relatórios e a realização de empréstimos e financiamentos que a lei proíbe um banco de fazer justamente para evitar manipulação. Um dos focos da investigação é a compra de precatórios —títulos de valores a receber em sentenças judiciais contra o Estado.











