O Produto Interno Bruto do Reino Unido, uma década depois do brexit, é entre 6% e 8% menor do que seria se o processo de separação da União Europeia não tivesse acontecido. Isso significa que a economia britânica produziu cerca de US$ 300 bilhões a menos em 2025, em comparação com o PIB estimado caso o resultado do referendo de 2016 fosse outro.
A estimativa, feita por um grupo de economistas, entre eles Nicholas Bloom, professor da Universidade de Stanford, aparece em um dos mais amplos e minuciosos estudos já feitos sobre os efeitos econômicos do brexit, o artigo "The Economic Impact of Brexit" (o impacto econômico do brexit), cuja versão mais recente foi publicada neste mês.
O estudo combina metodologias macro e microeconômicas para calcular o prejuízo provocado pelo divórcio entre o Reino Unido e a Europa. O resultado indica que os possíveis impactos de longo prazo do brexit foram subestimados pelos analistas uma década atrás: na época, a média das previsões indicava uma perda de 4% do PIB, metade do teto do cálculo retrospectivo feito no artigo.
Além do PIB menor, os autores estimam que a queda no investimento britânico nessa última década tenha alcançado um patamar entre 12% e 13% mais baixo do que no cenário sem brexit; o emprego é 3% ou 4% menor do que seria; e a produtividade total da economia também se encontra de 3% a 4% abaixo da estimada para um cenário alternativo, em que o Reino Unido ainda fizesse parte da União Europeia.











