Entre as espécies ameaçadas, 168 estão classificadas como criticamente em perigo. Dessas, 25 são consideradas possivelmente extintas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Entre as espécies que passaram a integrar a lista está a arara-azul-grande — Foto: : Roberta Kraemer/Instituto Arara Azul/Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 20:33 Atualização da Lista de Espécies Ameaçadas no Brasil: 790 em Risco O Ministério do Meio Ambiente atualizou a lista de animais ameaçados de extinção no Brasil, elevando o número para 790 espécies. Destes, 168 estão criticamente em perigo, sendo 25 possivelmente extintas. A arara-azul-grande retorna à lista, composta por animais como o bugio-preto e o tamanduaí. A atualização reflete mudanças na conservação e avanços científicos, destacando a importância de ações prioritárias de proteção. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) divulgou na última semana uma atualização da Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção. Entre as espécies que passaram a integrar a nova versão do documento estão a arara-azul-grande, o bugio-preto e o tamanduaí. A arara-azul-grande havia deixado a lista em 2014, mas voltou a integrá-la nesta nova versão. O número de animais ameaçados subiu de 774 para 790. A revisão resultou na inclusão de 180 espécies e na retirada de outras. A lista não inclui peixes e invertebrados. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a atualização “revela uma dinâmica muito mais ampla do que o crescimento líquido dos registros” e reflete “tanto alterações reais no estado de conservação quanto o avanço do conhecimento científico sobre a biodiversidade brasileira”. Entre as espécies ameaçadas, 168 estão classificadas como criticamente em perigo. Dessas, 25 são consideradas possivelmente extintas. O número de espécies extintas permaneceu o mesmo, com nove animais. Outras 285 estão na categoria em perigo e 336 são classificadas como vulneráveis. Uma espécie, o mutum-do-nordeste, está na categoria extinta na natureza por ter espécimes em cativeiro. Casal adulto de bugios-pretos — Foto: Italo Mourthe A maior parte dos animais que integram a lista são invertebrados, que contam 264 espécies ou subespécies ameaçadas de extinção. Em seguida aparecem as aves (242), os répteis (123), os mamíferos (102) e os anfíbios (59). Além da arara-azul-grande, do bugio-preto e do tamanduaí, também constam na lista de espécies ameaçadas estão as aves araponga-do-nordeste, surucuá-de-murici e coruja-de-Alagoas , além do sapinho-admirável-de-barriga-vermelha e do tatu-canastra. Animais como o mico-leão-dourado, a onça-pintada e o boto-cor-de-rosa também seguem entre os ameaçados. Tamanduaí (Cyclopes rufus) — Foto: Alexandre Mendonça “A inclusão de uma espécie na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção indica que ela enfrenta risco significativo de desaparecimento e passa a ser reconhecida legalmente como prioritária para ações de conservação. Essa classificação fortalece mecanismos de proteção, orienta políticas públicas, amplia a mobilização institucional e contribui para evitar a extinção das espécies”, explica o ICMBio. Segundo o instituto, espécies deixaram a lista por razão de revisões taxonômicas, enquanto outras entraram em outras categorias, como Menos Preocupante, Quase Ameaçada ou Dados Insuficientes. A retirada da lista pode indicar resultados positivos alcançados por práticas de conservação.