O setor que representa o mercado de bebidas destiladas e será afetado diretamente com a cobrança do Imposto Seletivo (IS) a partir de 2027 teme que as alíquotas atuais sejam mantidas e que a discussão seja feita em pouco tempo hábil antes que comecem a valer.
O novo imposto foi criado pela reforma tributária e vai incidir sobre produtos que fazem mal à saúde, como o tabaco e o álcool, mas a alíquota ainda precisa ser definida pelo governo e regulamentada pelo Congresso Nacional.
A ala política do governo Lula passou a cogitar a possibilidade de discutir o assunto apenas depois das eleições. Isso porque um eventual aumento de imposto pode impactar diretamente no voto do eleitor.
O grande problema é que, para começar a valer em 2027 a proposta precisa do aval do Congresso ainda neste ano. Se isso ficar para depois do pleito, a tramitação no Parlamento seria de menos de dois meses.
Na última semana, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que chamaria os setores para uma conversa para definição das alíquotas, mas sugeriu que pode manter o cobrado hoje como IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).








