Segundo o presidente da Shell Brasil, Cristiano Pinto da Costa, a cada três barris de petróleo, dois são destinados a pagamento de tributos, royalties e participações especiais O presidente da Shell Brasil, Cristiano Pinto da Costa, disse que a indústria do petróleo espera que a medida provisória (MP) que estabeleceu o imposto de exportação sobre o produto caduque no Congresso, ao mesmo tempo que as ações judiciais que estão em curso prosseguem nos tribunais. Segundo o executivo, o entendimento é que o possível fim da guerra no Oriente Médio esteja sendo observado pelo governo e que, caso a medida perca a validade, o que deve ocorrer em julho, o setor possa “virar a página” sobre o imposto. Porém, Costa disse que os processos judiciais contra a incidência do imposto devem continuar. Ele avalia que, manter os processos, é importante para sinalizar ao governo o impacto negativo que essa tributação causa na reputação e na competitividade do país no longo prazo. “O setor inteiro se mobilizou para essa pauta”, afirmou Costa a jornalistas, após participar de painel no segundo dia do Energy Summit. Mais cedo, no painel, Costa reiterou que a instituição do imposto, ainda que em caráter extraordinário por causa de conflitos geopolíticos, gera instabilidade em um país que já onera fortemente a produção de óleo e gás. Ele reiterou que a cada três barris de petróleo, dois são destinados a pagamento de tributos, royalties e participações especiais. Nos Estados Unidos, afirmou, essa proporção é de um barril pago ao governo a cada três produzidos. Costa defendeu ainda a continuidade do calendário de leilões de petróleo, de modo a garantir previsibilidade para a cadeia de óleo e gás. A manutenção dos leilões anuais de petróleo, explicou, beneficia pequenos fornecedores de equipamentos, que têm necessidade de um fluxo de caixa estável para os negócios. Costa ressaltou que entre arrematar um bloco e iniciar a produção, uma petroleira precisa de um período entre sete e dez anos para desenvolver os ativos. “Qualquer incerteza na ‘timeline’ de um projeto tem impacto negativo na atratividade”, disse o executivo. Cristiano Pinto da Costa, presidente ad Shell Brasil — Foto: Leo Pinheiro/Valor
Indústria do petróleo espera que MP do imposto de exportação perca a validade, diz Shell
Segundo o presidente da Shell Brasil, Cristiano Pinto da Costa, a cada três barris de petróleo, dois são destinados a pagamento de tributos, royalties e participações especiais










