A exportação de petróleo do Brasil em maio está em um ritmo que indica que os embarques do país podem cair pela metade em relação ao mês anterior, com um imposto de exportação limitando os volumes, assim como uma maior demanda para produção doméstica de combustíveis, de acordo com dados do governo e avaliações de integrantes do setor à agência de notícias Reuters.

O imposto de exportação foi uma das maneiras encontradas pelo governo do Brasil para lidar com a disparada de preços do petróleo decorrente do conflito no Irã. O barril Brent, que estava em US$ 72 antes da guerra, chegou a atingir quase US$ 120 nestes três meses.Ao reter mais o produto internamente, beneficiando as refinarias locais, a medida impacta os embarques brasileiros em momento de produção recorde da commodity no país, que estava atendendo a demanda adicional de nações como China e Índia, também atingidas pelas interrupções no transporte no estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás.

Até a terceira semana de maio, a média de embarques de petróleo do Brasil recuou 52%, para 216,7 mil toneladas por dia útil, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), o que colocaria o país no caminho para fechar o mês com um total de cerca de 4,5 milhões de toneladas.