Redução acontece depois de três meses de alta e reflete alívio nas cotações internacionais do petróleo diante da diminuição das tensões no Oriente Médio Trabalhador abastece avião em Brasília — Foto: Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/06/2026 - 13:32 Petrobras reduz preço do querosene de aviação em 14,2% após tensões no Oriente Médio diminuírem A Petrobras anunciou uma redução de 14,2% no preço do querosene de aviação (QAV), refletindo a queda nas cotações internacionais do petróleo devido à diminuição das tensões no Oriente Médio. Essa é a primeira queda após três aumentos consecutivos. O QAV representa 45% dos custos das companhias aéreas. A medida busca aliviar o impacto financeiro e inclui a possibilidade de parcelamento em seis vezes. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Petrobras vai reduzir em 14,2% o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras a partir deste mês. Essa variação corresponde a uma diminuição de R$ 0,93 por litro frente ao mês anterior, informou a empresa nesta segunda-feira. Nas refinarias da companhia, o novo preço varia de R$ 5,48 a R$ 5,69 por litro. O preço do QAV é estipulado pela Petrobras mensalmente, sempre no dia 1º. A queda anunciada nesta segunda-feira é a primeira depois de três aumentos seguidos. Em abril, por exemplo, o reajuste foi de 55%. O QAV é o combustível derivado do petróleo que abastece aviões e helicópteros. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o combustível representa 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. Escalada de preço Desde janeiro deste ano, o QAV subiu 54,5%, o que representa R$ 1,98 por litro. Os aumentos de abril e maio foram justificados como efeito do conflito no Oriente Médio, que resultou no bloqueio do Estreito de Ormuz, ligação marítima entre os golfos Pérsico e de Omã, por onde passavam, antes do conflito, cerca de 20% da produção mundial de óleo e gás. Sobre a redução de junho, a Petrobras explicou que a alteração de preços ao longo “reflete a atenuação do cenário de elevação das cotações internacionais”, ocasionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. A Petrobras esclarece ainda que a política de preços da empresa segue uma “fórmula paramétrica contratual que funciona como amortecedor de curto prazo, resultando em reajustes mais moderados que os observados no mercado internacional”. De acordo com a companhia, no mercado internacional os reajustes podem ocorrer até diariamente e, no acumulado do ano, são superiores aos do registrado no Brasil, “indicando que o preço do QAV da Petrobras permanece competitivo”. Parcelamento mantido A Petrobras informou que mesmo com a redução de preços, a companhia manterá a possibilidade de os compradores parcelarem a compra do QAV em seis parcelas mensais. A opção de parcelar o custo foi anunciada juntamente com o reajuste de abril. “Essa medida contribui para diluir o impacto financeiro ao longo do tempo, favorecendo a adaptação gradual às novas condições de mercado”, explica a empresa. A estatal afirma que os volumes de QAV solicitados pelas distribuidoras para o mês de junho estão confirmados, sem risco de desabastecimento. Ajuda do governo Assim como o óleo diesel, a gasolina e o gás de cozinha, o QAV faz parte de um pacote de medidas do governo para frear o ímpeto do aumento de preço de derivados do petróleo. Além disso, companhias aéreas receberam carência para pagamento de tarifas de navegação aérea - devida à Força Aérea Brasileira. Os valores de julho, agosto e setembro só precisarão ser quitados em dezembro. Cadeia de comércio A Petrobras comercializa para as distribuidoras o QAV produzido nas refinarias da empresa ou importado. Uma vez comprado pelas distribuidoras, as empresas transportam o combustível e vendem para companhias de transporte e outros consumidores finais nos aeroportos ou ainda para revendedores. A estatal tem participação de cerca de 85% da produção do QAV, mas o mercado é aberto à livre concorrência, sem restrições para outras empresas atuarem como produtoras ou importadoras.