As previsões iniciais mais alarmantes sobre os efeitos da guerra no Irã alertavam para graves interrupções no setor de aviação global. Especialistas temiam que um conflito prolongado levasse à escassez de querosene de aviação, ao cancelamento de voos no verão do Hemisfério Norte e à disparada no preço das passagens.
O fechamento do estreito de Hormuz, canal crucial para o escoamento de petróleo e gás, levou analistas a questionarem se o conflito afetaria as emissões totais de gases de efeito estufa da aviação —responsável por cerca de 2,5% das emissões globais de dióxido de carbono. A escassez de combustível poderia significar menos voos ou investimentos maiores em alternativas de menor pegada de carbono, como o combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês).
Até agora, porém, o transporte aéreo global não foi tão atingido quanto se temia.
As companhias aéreas de fato aumentaram preços, impuseram taxas de combustível e cancelaram alguns voos em resposta à crise. Mas o desabastecimento generalizado não se concretizou, e executivos da Ryanair e da easyJet disseram na semana passada que não estão preocupados no curto prazo.
O que aconteceu, então?














