A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) reforçou a sua identidade política ao gravar um vídeo, na quarta-feira (24), criticando o enteado, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
No cenário, Michelle empregou uma série de símbolos e, no discurso, mobilizou um repertório que une religião à ideologia conservadora. Por vezes, o cristianismo insinuava-se em um tom biblicista, revelado em metáforas como a contradição entre luz e sombras ("A verdade vai iluminar o que está escondido na escuridão das notícias falsas"). Em outros momentos, a religião apareceu com a transparência defendida.
Alguns exemplos: "Não carrego rancor. Eu entrego tudo nas mãos de Deus"; "Perdão é libertação, não é obrigação"; "Meu futuro político está nas mãos de Deus"; "O meu Deus é o caminho, a verdade e a vida". Em sua trajetória política, Michelle se notabilizou pelo diálogo mantido com os segmentos evangélicos.
Segundo aliados, a ex-primeira-dama decidiu publicar o vídeo para se defender de ataques coordenados e informações falsas. Durante a gravação, ela relata uma ligação telefônica em que teria sido desrespeitada e maltratada pelo filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro. Michelle afirmou que Flávio foi muito ríspido.










