O título brasileiro, Uma Infância Alemã, pode transmitir uma ideia ampla e genérica do novo filme dirigido por Fatih Akin, em cartaz nos cinemas desde a quinta-feira 25. O original, Amrum, é mais específico: designa a ilha onde a ação se passa.

O filme, ambientado na Alemanha, na primavera de 1945, nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial, capta as reações à ascensão nazista, nos anos 1930, naquele pedaço de terra.

Uma Infância Alemã acompanha a rotina de Nanning, garoto de 12 anos que trabalha em fazendas próximas para alimentar a família enquanto o pai está ausente. A mãe, grávida, atravessa um momento de fragilidade.

A questão é que seu pai é um oficial nazista, e a mãe, fervorosa defensora dos ideais de Hitler. Essa identidade familiar gera conflitos e desconfortos no vilarejo abertamente contrário ao regime.

O longa-metragem, originalmente, seria dirigido por Hark Bohm, importante nome do Novo Cinema alemão, parceiro de Rainer Fassbinder em vários projetos. Bohm, no entanto, adoeceu durante a pré-produção e pediu para o diretor turco-alemão Fatih Akin assumir o filme.