'Mensagem do filme é clara: as vítimas, de todo e qualquer conflito, começam com as crianças', diz crítica; Bonequinho aplaude 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 'Uma infância alemã', de Fatih Akin — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 12:01 "Filme 'Uma Infância Alemã' Destaca Dilemas da Juventude Hitlerista" “Uma infância alemã”, dirigido por Fatih Akin, é aplaudido por sua poderosa narrativa sobre um pré-adolescente membro da juventude hitlerista. Jasper Billerbeck brilha como Nanning, retratando a complexidade emocional de viver sob regras duras durante a guerra. A trama se passa na Ilha de Amrum, explorando fronteiras simbólicas e destacando as crianças como vítimas dos conflitos. A fotografia de Karl Walter Lindenlaub enriquece a obra, ressaltando a beleza do cenário. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Não são poucos os méritos de “Uma infância alemã” (“Amrum”, no original). Para começar, a interpretação de Jasper Billerbeck como Nanning, na faixa dos 12, 13 anos. Com naturalidade e densidade, o pré-adolescente expressa o peso, a perplexidade e a culpa por viver em um mundo com regras cruéis e incompreensíveis, começando em casa. O cenário poderia ser paradisíaco — a Ilha de Amrum, no Mar do Norte, — reduto provisório da família, enquanto o pai, alto oficial, está no front, a mãe prestes a dar à luz o quarto filho. A guerra está próxima do fim, a ilha é “invadida” por alemães e europeus refugiados, em busca de um exílio. Membro da juventude hitlerista, o (ainda) menino, tenta “dar conta” das obrigações, mesmo as mais cruéis, e lê “Moby Dick” com um amigo. O diretor Fatih Akin, descendente de turcos, expoente do cinema alemão do século XXI (“Contra a parede”, “Do outro lado”), sempre elegeu fronteiras reais ou simbólicas como foco narrativo. Desta vez, divide o roteiro com o também cineasta Hark Bohm, a quem caberia a realização de cunho autobiográfico, mas como ficou impossibilitado por problemas de saúde, Akin assumiu a missão com louvor. Com fotografia magnífica de Karl Walter Lindenlaub, entre o deslumbramento pelo cenário e forte presença da natureza, Nanning luta com todas as forças para ser aceito —a começar pela própria mãe. Com direito a apenas um pálido sorriso, “Uma infância alemã” é clara em sua “mensagem”: as vítimas, de todo e qualquer conflito – começam com as crianças. Cotação: Bonequinho aplaude