Aumento da temperatura do mar potencializa proliferação da Vibrio vulnificus, microrganismo capaz de causar infecções graves e potencialmente fatais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Praia de Ksamil, conhecida como as 'Maldivas da Europa'. Litoral europeu vê presença de bactéria 'carnívora' aumentar no verão — Foto: Big 7 Joy RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 17:25 Aquecimento dos Mares na Europa Aumenta Risco de Infecção por Bactéria Carnívora O aumento das temperaturas nas águas costeiras da Europa está favorecendo a proliferação da bactéria Vibrio vulnificus, conhecida como "bactéria carnívora", que pode causar infecções graves e até fatais. O fenômeno, impulsionado pelas ondas de calor, preocupa autoridades, especialmente durante o verão, quando turistas frequentam as praias. A infecção pode ocorrer por consumo de frutos do mar crus ou contato com água contaminada, sendo mais perigosa para indivíduos com saúde comprometida. Recomenda-se precaução aos banhistas, como evitar entrar no mar com feridas abertas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma bactéria conhecida por causar infecções graves na pele e popularmente chamada de “bactéria carnívora” tem se espalhando por praias da Europa nos últimos anos. Neste verão, a presença do microorganismo tem aumentado ainda mais, devido ao aumento da temperatura das águas costeiras durante as sucessivas ondas de calor que atingem o continente. Autoridades sanitárias e especialistas alertam que as condições criadas pelo aquecimento global favorecem a proliferação da Vibrio vulnificus, associada a casos raros, mas potencialmente fatais, de infecções em humanos. Segundo informa a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), algumas cepas da bactéria podem provocar desde gastroenterites até infecções graves, e até mesmo mortais. Onda de calor atinge a Europa no início do verão 1 de 10 Pessoas se refrescam sob fontes de água na área de lazer Madri por conta da primeira onda de calor do verão. — Foto: Thomas Coex / AFP 2 de 10 Mulher usa um leque para se refrescar em parque de Madri durante a primeira onda de calor do verão — Foto: Thomas Coex/ AFP X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Pessoas caminham pela rua enquanto um termômetro indica temperatura de 36ºC durante onda de calor no centro de Nantes, oeste da França — Foto: Loic Venance/AFP 4 de 10 Torcida se reúne sob forte calor para acompanhar torneio de Wimbledon — Foto: Henry Nicholls/AFP X de 10 Publicidade 5 de 10 Público e atletas enfrentam forte calor em Wimbledon; Aryna Sabalenka se refresca durante partida — Foto: Adrian Dennis/AFP 6 de 10 Uma mulher segura um guarda-chuva para se proteger do sol em um dia quente de verão, em Roma. — Foto: Tiziana Fabi / AFP X de 10 Publicidade 7 de 10 Termômetros a 44°C põem Europa em alerta para onda de calor recorde no continente — Foto: Thomas Coex/AFP 8 de 10 Termômetros a 44°C põem Europa em alerta para onda de calor recorde no continente — Foto: Thomas Coex/AFP X de 10 Publicidade 9 de 10 Público enfrenta calor para acompanhar partidas em Wimbledon — Foto: Henry Nicholls/AFP 10 de 10 Mulher abana casal durante partida em Wimbledon — Foto: Henry Nicholls/AFP X de 10 Publicidade Regiões da Itália proibiram trabalho ao ar livre nas horas mais quentes A Vibrio pode ser contraída por meio do consumo de frutos do mar crus ou mal cozidos, especialmente ostras, ou pelo contato de feridas com água contaminada. Em casos mais graves, a infecção pode provocar fasciíte necrosante, doença que destrói tecidos da pele e dos músculos, além de septicemia. Pessoas com sistema imunológico comprometido, doenças hepáticas, câncer ou outras condições crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis. A preocupação cresce no início do verão europeu, período em que milhões de turistas frequentam praias e áreas costeiras. Um estudo do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) publicado no ano passado destaca que o calor excessivo tem criado condições cada vez mais favoráveis para a proliferação dessas bactérias em águas costeiras de baixa salinidade, especialmente no Mar Báltico, mas também em outras regiões da Europa. Embora as infecções ainda sejam consideradas raras, o ECDC observa um crescimento dos casos nos últimos anos, sobretudo no verão. As recomendações para os banhistas incluem evitar entrar no mar com feridas abertas, cobrir machucados com curativos impermeáveis e procurar atendimento médico imediato caso surjam sinais de infecção após contato com água do mar. Autoridades sanitárias destacam que o risco para a população em geral continua relativamente baixo, mas tende a aumentar à medida que as temperaturas das águas costeiras continuam subindo.