O Brasil formalizou nesta quinta-feira (25), em Pequim, a intenção de emitir títulos de dívida em yuan chinês no mercado local. O anúncio foi feito por meio de uma carta de intenções entregue pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, ao presidente do Banco Popular da China (equivalente ao Banco Central), Pan Gongsheng.
A operação, vista pelo governo como parte da estratégia de diversificação de financiamento externo, ocorre em meio ao fortalecimento das relações econômicas entre Brasil e China e ao avanço das discussões sobre o uso de moedas locais no âmbito do Brics, que se movimenta rumo à desdolarização.
A venda de títulos de dívida em yuan, chamados "panda bonds", faz referência ao animal tradicional da cultura chinesa e é utilizada por entidades estrangeiras para a captação de recursos diretamente com interessados do país, que compram o papel e recebem os juros sobre o investimento também em moeda local.
Em abril, o Brasil também voltou a vender títulos denominados em euro após mais de uma década fora do mercado europeu. Em uma rodada, Durigan afirmou que foi a maior emissão de papéis nacionais na história do país, e que o governo brasileiro captou 5 bilhões de euros (R$ 30 bilhões). Uma bem-sucedida conversa com investidores e boas condições do mercado teriam feito a gestão Lula realizar as vendas.












