Uma expedição pelo rio Tietê encontrou traços de agrotóxicos, cocaína e cafeína já nos arredores da nascente do rio paulista, em Salesópolis. O mesmo foi visto em outros pontos do corpo d'água, assim como a presença de microplásticos. Ao se chegar à região metropolitana de São Paulo, o que se assiste é o colapso ambiental do rio.
"É uma coisa que chamou atenção. Não deveria ter nem esses traços, ainda que ínfimos, porque ali é um lugar extremamente preservado", disse Gustavo Veronesi, coordenador da Causa Água Limpa da SOS Mata Atlântica, acrescentando que o índice de qualidade de água é ótimo na nascente. "É um lugar lindo, você vê o Tietê brotando, é fantástico. Poder pegar a água, beber, jogar na cara."
A expedição foi feita pela organização não governamental de 9 a 14 de junho de 2025. Houve a coleta de amostras em 14 pontos nos mais de 1.100 km de extensão do rio, que passa por 265 cidades e deságua no rio Paraná, na divisa do estado com Mato Grosso do Sul.
A ideia era testá-las à procura de microplásticos, carbono, fármacos, drogas Ilícitas, agrotóxico, microrganismos e parasitas. As análises ficaram sob responsabilidade de quatro universidades paulistas.
Resultado das análises: não há qualquer trecho do rio plenamente livre de algum tipo de contaminação. Todos os pontos com amostras examinadas tinham, por exemplo, presença de microplásticos.












