O país árabe do Golfo afirmou que as medidas refletem suas responsabilidades em relação ao estreito, sua importância para a economia global e seu compromisso com o direito internacional Navios e barcos no Estreito de Ormuz, Musandam, Omã , 1º de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Stringer/Foto de Arquivo Omã informou que manterá o Estreito de Ormuz aberto à navegação, sem impor qualquer taxa de passagem, e que designou duas rotas temporárias, ao norte e ao sul da atual via de navegação, para facilitar a passagem segura de embarcações que deixam a região. Em coordenação com a Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), braço da ONU para transporte marítimo, Omã estabeleceu corredores marítimos temporários para ajudar os navios a deixarem a área com segurança diante do aumento dos riscos à segurança. O Estreito de Ormuz, rota vital para cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) antes da guerra, tem sido fortemente afetado desde que Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irã, em 28 de fevereiro, reduzindo o tráfego comercial e abalando os mercados globais de energia. Em um aviso aos navegantes, Omã afirmou que o atual Sistema de Separação de Tráfego (TSS, na sigla em inglês) na hidrovia estratégica está, neste momento, inseguro para uso e que as embarcações que deixarem a região pelo estreito poderão utilizar rotas temporárias localizadas ao norte e ao sul das atuais faixas de navegação. O sistema, adotado em 1968 pela agência marítima das Nações Unidas, estabeleceu corredores de navegação que atravessam águas iranianas e omanitas no estreito. O país árabe do Golfo afirmou que as medidas refletem suas responsabilidades em relação ao estreito, sua importância para a economia global e seu compromisso com o direito internacional e a liberdade de navegação, citando entendimentos alcançados entre EUA e Irã. Omã disse que a segurança da navegação continua sendo a prioridade máxima e que é necessário um movimento gradual e controlado do tráfego marítimo devido ao risco elevado de colisões. Segundo um plano em fases desenvolvido pela IMO em coordenação com as autoridades omanitas, as embarcações serão agrupadas e contatadas individualmente com instruções sobre quando poderão partir e qual rota deverão seguir. Os navios serão direcionados a uma área de espera designada em águas internacionais antes de receberem autorização para prosseguir. As embarcações que utilizarem a rota leste de Omã deverão manter comunicação com as autoridades costeiras e cumprir todas as instruções de navegação. Omã afirmou que armadores e comandantes das embarcações continuam responsáveis por realizar avaliações independentes de risco antes das viagens. Os navios foram instruídos a manter o Sistema de Identificação Automática (AIS, na sigla em inglês) ativado durante o trânsito e a reportar quaisquer riscos à navegação ao Centro de Segurança Marítima de Omã. O comunicado de Omã acrescentou que não serão impostas taxas às embarcações que transitarem por Ormuz, também em linha com o resultado das negociações recentes entre Washington e Teerã. Irã e Omã iniciaram, na terça-feira, discussões sobre a futura administração da navegação e dos serviços marítimos na hidrovia. Embora o acordo provisório entre EUA e Irã preveja a passagem gratuita de embarcações comerciais por 60 dias, as negociações deverão tratar de arranjos de longo prazo, incluindo eventuais custos associados aos serviços marítimos após o término desse período.
Omã abre rotas temporárias em Ormuz e diz que não cobrará taxas de passagem
O país árabe do Golfo afirmou que as medidas refletem suas responsabilidades em relação ao estreito, sua importância para a economia global e seu compromisso com o direito internacional













