No auge da Grande Depressão, em 1934 —primeiro ano do governo do democrata Franklin Delano Roosevelt— cerca de 24% da força de trabalho americana estava desempregada. Se esse índice fosse comparado às taxas registradas pelo Banco Mundial em 2024, cem anos depois, os Estados Unidos daquele período ficariam atrás apenas de três países: Botsuana, Djibuti e África do Sul.
Esse número representava a realidade devastadora do país na época. Famílias inteiras foram despejadas e ergueram favelas em boa parte das grandes cidades americanas —as chamadas "Hoovervilles", em referência a Herbert Hoover, presidente na época da quebra da Bolsa de 1929.
Operários urbanos passaram a depender de instituições de caridade para escapar da fome. Estas muitas vezes não conseguiam lidar com a enorme demanda, e agricultores perderam suas terras em níveis nunca vistos no país até então.
Historiadores estimam que milhões de pessoas viviam em estado de desnutrição crônica, e homens vagavam pelas ferrovias do país às centenas de milhares à procura de emprego e de alguma forma de enviar sustento de volta para suas famílias.
Para lidar com essa crise sem precedentes, Roosevelt liderou a maior expansão do poder da Presidência americana desde a Guerra Civil: o New Deal (novo acordo), que redefiniu a relação dos americanos com o governo.







