Novo presidente do banco central americano comanda primeira reunião de política monetária na próxima semana Kevin Warsh, à esquerda, e o presidente Donald Trump durante uma cerimônia de posse no Salão Leste (East Room) da Casa Branca, em 22 de maio — Foto: Al Drago/Bloomberg. RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 07/06/2026 - 15:46 "Trump Pressiona Fed contra Alta de Juros sob Novo Presidente" Às vésperas da primeira decisão de juros sob o novo presidente do Fed, Kevin Warsh, Trump pressiona contra a elevação das taxas, afirmando que seria um erro. A nomeação de Warsh ocorre em meio a expectativas de alta de juros, após dados positivos de emprego. Trump, destacando a boa fase da economia, defende a redução das taxas, mas a pressão do mercado por controle da inflação cresce. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Federal Reserve (Fed), o banco central do país, cometeria um erro ao elevar os juros enquanto seu indicado, Kevin Warsh, se prepara para comandar sua primeira reunião de política monetária à frente do banco central. Em entrevista ao programa "Meet the Press", do canal NBC, Trump procurou rebater o sentimento predominante nos mercados após um forte relatório de emprego dos EUA referente a maio, que levou investidores a apostar que o próximo movimento do Fed será uma alta de juros para manter a inflação sob controle. — Hoje em dia, quando você tem relatórios bons, o mercado cai porque as pessoas acham que vão aumentar os juros — disse Trump. — Não há razão para elevar as taxas de juros. O comentário de Trump foi gravado na sexta-feira e exibido no domingo. A declaração acrescenta mais um elemento às pressões econômicas e políticas enfrentadas por Warsh enquanto ele se prepara para presidir sua primeira reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), marcada para os dias 16 e 17 de junho. Segundo Trump, elevar a taxa básica de juros “é a coisa errada a se fazer”. — Na verdade, deveríamos reduzir os juros — afirmou. Warsh assume o Fed Warsh, novo presidente do Fed, participou de uma cerimônia de posse na Casa Branca em 22 de maio. Ele assume o comando do banco central em um momento delicado tanto para a economia quanto para a própria instituição. O relatório de emprego divulgado na sexta-feira mostrou que a criação de vagas em maio superou todas as previsões dos analistas. O resultado provocou uma venda de títulos do Tesouro americano e levou operadores a precificarem integralmente uma alta de 0,25 ponto percentual na taxa de juros do Fed até o fim do ano. Trump indicou Warsh para liderar o Fed após uma campanha pública insistente pela redução dos custos de financiamento. Desde então, porém, afirmou que deseja que o novo presidente do banco central faça “o que achar melhor”. Ainda assim, os comentários à NBC sugeriram alguma frustração. — Estou convivendo com Kevin — disse Trump. — Tenho muito respeito por ele, mas sinto que, quando um país está indo bem, ele não deveria ser punido com uma elevação imediata dos juros. — Nós temos dívida, temos outras coisas — acrescentou. — Temos questões das quais precisamos cuidar. Quero ampliar os gastos com as Forças Armadas. Mercado aposta em aperto monetário A venda de títulos e a reavaliação das apostas sobre a política monetária refletem a crescente confiança dos investidores de que o Fed sob a liderança de Warsh precisará elevar os custos de empréstimos para conter uma inflação que continua acima da meta. Economistas do Goldman Sachs abandonaram na sexta-feira sua previsão de corte de juros em dezembro de 2026, após a divulgação dos dados mais fortes do que o esperado do mercado de trabalho americano. Eles ainda projetam duas reduções de 0,25 ponto percentual, mas agora apenas em 2027, nos meses de junho e dezembro. As expectativas de alta dos juros ganharam força após os números do mercado de trabalho divulgados na sexta-feira. O emprego fora do setor agrícola aumentou em 172 mil vagas em maio, após revisões para cima dos dois meses anteriores, segundo dados do Bureau of Labor Statistics. A taxa de desemprego permaneceu estável em 4,3%. Com sua popularidade pressionada por preocupações da população com a guerra no Irã, sua condução da economia e os preços elevados da gasolina, Trump tem argumentado que o crescimento econômico e a geração de empregos podem, por si só, ajudar a controlar a inflação. — Se a inflação aparecer — e as pessoas convivem com inflação —, o que acontece é que você a combate — disse à NBC. — Mas o sucesso pode derrotar a inflação da mesma forma que juros mais altos.
Às vésperas da 1ª decisão de juros do banco central dos EUA sob novo presidente, Trump pressiona seu indicado
Novo presidente do banco central americano comanda primeira reunião de política monetária na próxima semana















