Depois de ter perdido um pênalti, Messi fez dois gols contra a Áustria e decidiu a partida. Terminada a Copa, começará a campanha eleitoral. Até outubro, Lula precisará destravar uma dissonância das pesquisas. Segundo o Ipec, 50% dos entrevistados desaprovam seu governo. Segundo o Datafolha, 38% acham que Lula 3.0 é ruim, contra 32% satisfeitos. Tudo bem, perdendo um pênalti, Messi não é mais o mesmo.

Fulanizando a disputa, o Datafolha indicou que Lula teria 41% contra 31% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. A terceira via patina com Ronaldo Caiado e Renan Santos (3%), mais Romeu Zema e Aécio Neves (2%).

Um presidente reprovado por metade dos entrevistados é o preferido com dez pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado. Marcando um gol poucos minutos depois, Messi é o grande artilheiro das Copas.

Salta aos olhos que os candidatos da terceira via ainda não decolaram e, pelo andar da carruagem, dificilmente decolarão. Serão muitas as explicações, mas até agora nenhum deles firmou uma identidade. Nem Flávio Bolsonaro, salvo pela conexão dinástica.

Depois dos quatro tumultuados anos de Jair Bolsonaro, o eleitor parece querer paz com Lula, mesmo não gostando do seu governo. Essa situação pode ser explicada imaginando-se um eleitor que viu no Bolsonaro pai um presidente que não gostava de vacinas durante uma epidemia nem de urnas eletrônicas numa eleição. Flávio seria algo novo, mas até agora seu único aliado de peso chama-se Donald Trump e mora nos Estados Unidos.