Preocupação maior, agora, é melhorar avaliação do governo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/05/2026 - 18:30 Pesquisa Datafolha: Lula Ganha Competitividade contra Flavio Bolsonaro A pesquisa Datafolha revelou um aumento na competitividade do presidente Lula em relação a Flavio Bolsonaro, refletindo um clima otimista no governo. A melhora é atribuída a escândalos envolvendo Bolsonaro e a medidas populares do governo, como a revogação da taxa das blusinhas e ações contra a alta dos combustíveis. Apesar do avanço, o governo ainda enfrenta desafios para reverter a desaprovação e busca intensificar a propaganda até o "defeso eleitoral" em julho. A estratégia inclui focos em obras estaduais e programas sociais. A disputa eleitoral promete ser acirrada, com esforços para atrair nichos resistentes, como motoristas de aplicativos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os dados da pesquisa Datafolha mostrando uma ampliação em seis pontos da diferença do presidente Lula para o senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) na simulação de primeiro turno nas eleições de outubro sancionou o clima de certa euforia que já vinha se formando no governo com dados de pesquisas reservadas. Na visão de interlocutores do Executivo, a melhora reflete não só “Flavio Bolsonaro day” (quando veio à tona a relação do pré-candidato oposicionista à presidência com o banqueiro Daniel Vorcaro) e seus desdobramentos, que atingiram a credibilidade do parlamentar pego em sucessivas mentiras. Mas também uma agenda positiva que começou com a viagem aos Estados e engrossou com o anúncio da revogação da chamada taxa das blusinhas e de medidas para conter a alta da gasolina. Informações reservadas de pesquisas que o governo tinha acesso já mostravam melhora nos dados eleitorais. Além da combinação de notícias favoráveis ao Planalto, uma fonte destaca que o governo entrou em um momento de intensificação das propagandas sobre as ações e bandeiras defendidas ao longo desse mandato. Isso deve manter um ritmo intenso até julho, quando entra o período chamado de “defeso eleitoral”, quando é proibida propaganda governamental, exceto para utilidade pública. A mira é melhorar a aprovação do Executivo e do presidente, dado considerado ainda mais decisivo para garantir um favoritismo em outubro. Apesar de sinais de melhora, o saldo entre aprovação e desaprovação do governo seguia no terreno negativo nos últimos meses e o desafio é virar esses dados. A ofensiva de comunicação atual tem três frentes: a defesa do fim da escala 6x1, o programa Desenrola Brasil 2.0 e uma perna regional, focada nas obras realizadas nos estados. Dadas as regras restritivas para o ano de eleições, a estratégia do governo foi mais contida nos primeiros meses do ano e a partir desse mês de maio até julho o esforço está ganhando tração. Apesar do otimismo que acometeu o Palácio, há uma leitura de que a disputa eleitoral será acirrada e que a guerra é para ganhar terreno em nichos específicos, especialmente onde o governo tem maior dificuldade. É nesse contexto que se insere o anúncio de uma linha de crédito de até R$ 30 bilhões feito nessa semana para financiar a compra de automóveis por motoristas de aplicativos e taxistas, públicos mais resistentes a Lula. No caso dos motoristas de apps, há um reconhecimento no Planalto de que há um problema mais profundo para a relação. Isso decorreria de uma ambiguidade entre a visão de uma parte do governo de que esse profissional seria um trabalhador precarizado enquanto ele mesmo se enxerga como um “empreendedor” que quer ter sua liberdade e autonomia sendo respeitada. Em meio a uma guerra com impactos econômicos relevantes, sobretudo nos preços, o governo sabe que o alívio dos dados melhores das pesquisas mais recentes estão longe de serem suficientes e não dá para descuidar. A sorte de Lula é que a oposição parece bastante perdida com as revelações recentes do caso Master.