Criticado pelo fato de a seleção brasileira não ter uma identidade clara sob seu comando, Carlo Ancelotti passou a adotar uma resposta sagaz: o time não tem uma identidade clara porque ele não quer. Enquanto tateia as possibilidades, lida com lesões e tenta achar uma alternativa confiável, o técnico abraça a ideia de uma equipe multifacetada, com numerosas opções táticas.
"O Brasil tem várias identidades. Eu não quero uma identidade clara na equipe. Quero que ela faça muitas coisas: defender com bloco baixo, aproveitar a qualidade dos jogadores, ser agressiva na frente… Você não deve esperar uma identidade clara porque eu não quero uma identidade clara. Quero uma equipe que saiba ter muitas facetas", disse.
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A frase não esconde o fato de que essas facetas ainda não estão bem desenvolvidas. Trata-se de algo compreensível em um trabalho que tem pouco mais de um ano, porém a Copa do Mundo exige soluções rápidas. E a ideia no confronto com a Escócia, na noite de quarta-feira (24), é exibir uma solidez maior a caminho do mata-mata.
"Pensamos em jogar bem. Queremos melhorar contra a Escócia, ganhar o jogo e, se possível, garantir a primeira posição, porque pode ser importante", afirmou o técnico, que novamente terá de abraçar um estilo camaleônico. Sem o lesionado Raphinha, precisará buscar uma alternativa no ataque.












