A confiança do técnico Carlo Ancelotti em alguns jogadores não pode limitar o jogo da seleção 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Seleção brasileira durante treino nesta sexta-feira — Foto: Divulgação/CBF RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 19:38 Desafios da Seleção: Ancelotti confia em experiência e jovens talentos A seleção brasileira enfrenta desafios na Copa, com a confiança de Carlo Ancelotti em jogadores experientes como Casemiro, que enfrenta instabilidade técnica. A equipe precisa de adaptações táticas rápidas, como demonstrado pela Argentina no último Mundial. A defesa brasileira carece da solidez vista na França, enquanto jovens talentos como Rayan e Endrick podem ser a chave para um jogo mais dinâmico e competitivo. A estratégia deve incluir tanto a bola aérea quanto o jogo de aproximação, visando superar adversários e melhorar o desempenho na competição. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A entrevista do experiente lateral Danilo foi um choque de realidade para quem acompanha a seleção brasileira. O Brasil tem bons jogadores, mas está longe da excelência de França e Argentina. Brinco sempre ao dizer “é o que tem pra hoje”. Quem torce pela seleção brasileira tem que ter a consciência da distância, porém, sem conformismo. É preciso querer mais. Veja as seleções de melhores e piores da Copa segundo o Power Ranking da Fifa: brasileiro quase entrou entre os de notas mais baixasBola de Cristal aponta caminho do Brasil rumo ao hexa: confira as chances em cada fase da Copa do Mundo A Copa não começa como termina e, por mais óbvio que isso pareça, nos ajuda a entender que, embora a seleção tenha ficado nas cordas contra Marrocos e a convocação de Ancelotti seja bem limitada, o Brasil tem de onde tirar. Em uma disputa de tiro curto como o Mundial, não existe tempo para esperar melhorar, é necessário agir rápido, assim como fez a Argentina no Mundial do Catar quando garotos como Enzo Fernandez e Julian Álvares viraram titulares após a derrota para Arábia Saudita na estreia. Ancelotti optou por jogadores da confiança dele, como Casemiro, que, longe da forma que o consagrou multicampeão pelo Real Madrid, retornou à seleção em um momento de profunda instabilidade técnica da equipe e da tão falada necessidade de uma liderança em campo. Porém, a atuação do volante no MetLife expôs o quanto esse esquema com dois meio-campistas e quatro homens de frente é frágil e depende de energia, intensidade e força física para competir com e sem a bola. Um exemplo da maturidade defensiva que hoje distancia a França do Brasil foi visto na vitória sobre Senegal. Enquanto a defesa brasileira trabalhou pra apagar o incêndio, a defesa francesa impediu que o incêndio começasse. Com grande destaque defensivo para Doué, Tchouaméni, Theo Hernández e Upamecano (que, sozinho, fez mais desarmes que a dupla de zagueiros brasileiros). O que me faz acreditar que o Brasil pode reagir e se tornar uma equipe mais competitiva está no banco de reservas. Se na defesa a principal alternativa é o veterano Danilo, do meio para frente Ancelotti tem à disposição a dinâmica de Danilo Santos, que é um volante que não apenas defende, mas principalmente aparece na área com finalizações necessárias, a força tática de Matheus Cunha e o talento dos jovens Rayan, Luiz Henrique e Endrick, que entregam força, drible e coragem. Na estreia contra a Escócia, o Haiti se defendeu evitando o jogo por dentro, deixando os lados do campo para cruzamentos. E talvez seja um caminho interessante para o Brasil, não apenas a bola aérea (que Ancelotti considera fundamental como estratégia nesse Mundial), mas também o jogo de aproximação dos alas com os meias, deixando duelos individuais para os jovens atacantes brasileiros. Fala-se muito no saldo de gols diante do Haiti, mas a realidade brasileira é incômoda porque não se admite o Brasil correr riscos contra um adversário considerado o mais frágil do grupo. Além disso, o Brasil precisa encontrar soluções para a sequência. A confiança do treinador em alguns jogadores não pode limitar o jogo da seleção. O saldo de gols importa para a tabela, mas as respostas que Ancelotti procura importam para o sucesso do Brasil na Copa.