Acostumada a ganhar Copas do Mundo com craques no meio-campo, a seleção brasileira embarcou para os Estados Unidos sem nenhum meia do tipo clássico, camisa 10, aquela figura cerebral capaz de orquestrar o time e ditar o ritmo da partida. Não foi um capricho de Carlo Ancelotti, que simplesmente não tem atletas com essa qualidade à sua disposição.

O italiano entendeu isso rapidamente quando chegou ao comando da equipe, há pouco mais de um ano, e concluiu que a melhor maneira de chegar ao gol seria por meio de roubos de bola. A estratégia inclui momentos de marcação recuada, "em bloco baixo", como gosta de dizer o técnico, o que permite aproveitar a velocidade de Vinicius Junior e Raphinha nos contragolpes.

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Mas os desarmes que mais bem têm funcionado são aqueles realizados já no campo de ataque, com pressão após a perda da bola em uma jogada ofensiva ou com pressão na saída de bola do adversário. Foi assim que saíram os gols na vitória por 2 a 1 sobre o Egito, em Cleveland, na noite de sábado (6), no último amistoso preparatório para o Mundial de 2026.

O primeiro foi construído a partir de um roubo na saída da equipe africana. Acossado por Bruno Guimarães, Lashin vacilou e lhe ofereceu uma finalização cara a cara com o goleiro. No segundo, após um erro no ataque do Brasil, os atletas permaneceram na ponta esquerda, e a pressão exercida por Douglas Santos e Matheus Cunha ofereceu a bola a Raphinha, que a entregou a Endrick.