Prestes a estrear na Copa do Mundo, esquadrão canarinho de Carlo Ancelotti cumpriu seu papel em vitória contra o Egito Bruno Guimarães (direita) e Casemiro, que comemoram juntos o gol do camisa 8, formaram um bom trio de meio-campistas juntos de Lucas Paquetá — Foto: Kirk Irwin / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/06/2026 - 23:07 Brasil vence Egito, mas lesão de Wesley preocupa antes da Copa A seleção brasileira, sob comando de Carlo Ancelotti, venceu o Egito por 2 a 1 em seu último teste antes da Copa do Mundo. O trio de meias e Endrick se destacaram, este último marcando um gol decisivo. Contudo, a lesão de Wesley, que saiu com dores na virilha, traz preocupação para a estreia contra Marrocos. A defesa mostrou falhas, especialmente com Marquinhos, enquanto Ibañez se destacou positivamente. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A vitória por 2 a 1 sobre o Egito cumpriu seu papel de último teste para a seleção brasileira antes da Copa do Mundo. Certamente, a comissão técnica de Carlo Ancelotti saiu de Cleveland (EUA) com muitas anotações do que deu certo ou não. O desempenho do meio com três homens talvez seja a principal boa notícia. Assim como Endrick, que mais uma vez correspondeu à expectativa em torno de si e decidiu. O problema é que foi uma notícia negativa que roubou as atenções. Após 15 minutos em campo, Wesley saiu com dores na virilha esquerda e virou preocupação. Pela cena e pela região afetada, o temor em relação a ele não é apenas para a estreia, daqui a seis dias, contra Marrocos. O lateral-direito chorou e foi consolado pelos companheiros. Ele será submetido a uma ressonância para saber a gravidade da situação. A comissão tem até sexta-feira para substituir um jogador de linha por lesão. A perda precoce de Wesley condicionou demais o desempenho do Brasil no primeiro tempo. O lateral era a principal opção de fazer a linha de fundo pela direita. Com a entrada de Danilo, o time perdeu essa opção por ali, já que o camisa 13 não é tão ofensivo e tanto Raphinha quanto Paquetá, que de fato não têm perfil para isso, atuaram mais centralizados. Wesley sentiu dores na virilha esquerda no primeiro tempo do amistoso contra o Egito e precisou ser substituído — Foto: Kirk Irwin / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP Ainda assim, Ancelotti colheu alguns bons frutos da experiência com três meio-campistas. A seleção produziu uma quantidade considerável de chances no primeiro tempo, de duas formas: com trocas de passe rápidas envolvendo os três e os homens da frente; ou com bolas mais verticais bem enfiadas para algum dos atacantes. Bruno Guimarães foi o destaque. O camisa 8 mostrou boa visão de jogo, distribuindo boas bolas, e ainda abriu o placar. Logo aos 6 minutos, ele aproveitou o cochilo de Lashin na saída de bola e tirou do goleiro Shobeir na finalização. Os problemas do Brasil foram mais à frente e atrás. Vini Jr. foi bastante participativo e passou com facilidade pelos marcadores nos duelos individuais. Mas pecou nas escolhas dentro da área. Pior ainda neste quesito foi Igor Thiago. O centroavante não aproveitou sua oportunidade como titular. Demorou a finalizar em algumas ocasiões e teve seu chute bloqueado em outras. Marquinhos foi mal Atrás, os problemas foram mais comprometedores. A defesa levou bolas nas costas, principalmente pelo lado direito. Individualmente, Marquinhos foi o pior. É ele quem recua para o espaço vazio e entrega a bola para Zico empatar. Ibañez foi o destaque do setor. Mesmo na esquerda da zaga, mostrou-se à vontade e muito atento. Salvou Marquinhos em alguns momentos e passou confiança. Ganhou pontos para receber mais oportunidades durante a Copa do Mundo. Assim como Endrick. Centroavante do time do segundo tempo, o garoto incomodou mais a zaga egípcia do que Igor Thiago e não perdoou quando teve a oportunidade no bom cruzamento de Raphinha, aos 6 da etapa final. Além do gol, ele mostrou uma movimentação interessante, recuando para acionar outros companheiros quando preciso. Endrick comemora gol pela seleção brasileira contra o Egito — Foto: Kirk Irwin / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP O lance do gol de Endrick, aliás, trouxe outras boas notícias. Assim como no primeiro, a jogada nasceu de uma roubada de bola após pressão sobre os egípicos (neste caso, feita por Douglas Santos e Matheus Cunha). Além disso, Raphinha se saiu bem melhor após ocupar o espaço de Vini na esquerda. Não foi tão à linha de fundo como o camisa 7. Mas tornou-se mais participativo e deu passes melhores do que quando jogou mais centralizado. Weverton mais seguro As mudanças deixaram o Brasil com um a menos no meio-campo. Fabinho e Danilo Santos, dupla do setor após o intervalo, não se saíram mal. O primeiro foi melhor defensivamente. Já o segundo, além de também ter sido dedicado sem a bola, apareceu bastante na área e foi opção ofensiva. Mas claramente a seleção perdeu em criatividade. Não à toa, o Brasil criou muito mais na primeira etapa. Foram quatro grandes chances contra apenas uma da segunda. O que sugere que a manutenção do esquema inicial, mas com ajustes no que deve ser feito dentro da área, é um caminho promissor para Ancelotti seguir. Atrás, os sustos não se repetiram nos 45 minutos finais. Weverton se mostrou mais seguro do que Alisson. Porém, é verdade que sua zaga também cometeu menos vacilos que a anterior. Mesmo na etapa final, quando naturalmente o Egito teve ímpeto maior de buscar o empate, as linhas compactadas e a postura focada dos brasileiros garantiram uma reta final tranquila.
Análise: Trio de meias e Endrick dão boas respostas em último teste da seleção brasileira, mas Wesley preocupa
Prestes a estrear na Copa do Mundo, esquadrão canarinho de Carlo Ancelotti cumpriu seu papel em vitória contra o Egito











