Há podridão extensa na finança —se estende da bandidagem de rua à da política. Isto é, crimes financeiros, gangues no controle de instituições financeiras, o crime organizado "comum" se valendo de instituições de pagamentos, "fintechs", e fundos para sumir com dinheiro, com apoio de parte da elite política graúda. Nem vamos lembrar da Americanas e de tantas empresas com balanços "com problemas".
O Digimais pode ser um Masterzinho, diz a Polícia Federal. Ou mais do que isso. Edir Macedo, dono do banco, não ocupa ou ocupou cargo político, mas lidera corrente do evangelismo político. Ele, seus vassalos ou fiéis poderosos mandam em um partido, o Republicanos. O Congresso está à beira de aprovar mais favores tributários para igrejas.
Daniel Vorcaro, chefe de gangue que também tinha um banco, alugou ou comprou a alta ralé da República com o fim de fazer valer seus interesses no Legislativo, no Judiciário e no Executivo e em instituições de supervisão e fiscalização.
Uma elite política corrompida em tantas frentes não se ocupa do desastre. O país parece indiferente até para um apodrecimento catastrófico tal como a infiltração (ou domínio?) das facções no poder estadual no Rio de Janeiro. Ainda não sabemos das teias completas dos parlamentares que mandam na distribuição de emendas, vários deles amigos de Vorcaro e de gente dessa laia.














