Dados do instituto Democracia em Xeque mostram o crescimento da discussão sobre o tema nas redes sociais após a ação contra o líder do governo Lula no Senado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O envolvimento com o Master do líder do governo no Senado, o senador Jaques Wagner e do pré-candidato à Presidência, o senado Flávio Bolsonaro, tiveram repercussão diferentes — Foto: Montagem Editoria de Arte RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 18:35 Bolsonarismo domina debate digital sobre corrupção após operação contra Jaques Wagner Um relatório do instituto Democracia em Xeque revela que o bolsonarismo dominou o debate digital sobre corrupção após a operação da PF contra Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado. Entre 15 e 21 de junho, 66% das postagens sobre o tema alinharam-se ao discurso bolsonarista. A operação impulsionou essa narrativa, destacando supostos escândalos envolvendo o PT e Wagner, enquanto a defesa do senador contesta as acusações. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os desdobramentos da operação da Polícia Federal (PF) no âmbito da investigação sobre Master contra o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), levaram ao crescimento da discussão sobre corrupção nas redes sociais. É o que revela relatório do instituto Democracia em Xeque, divulgado nesta terça-feira. Os dados mostram que dois terços (66%) do total de postagens sobre o tema, entre os dias 15 e 21 de junho, estiveram alinhados ao discurso bolsonarista. Para os pesquisadores, o cenário "interrompeu a capacidade da gestão petista de pautar o debate por meio de temas favoráveis à sua agenda”. Segundo o estudo, a ação da corporação contra Wagner tirou o governo Lula da “ofensiva” e impulsionou o bolsonarismo no debate eleitoral sobre o escândalo do banco de Daniel Vorcaro. Se até o dia anterior à operação o eixo corrupção registrava em média menos de 65 posts, o total saltou para 1.009 na quinta-feira passada. Após Wagner ser incluído na nova fase das investigações sobre o caso Master, o bolsonarismo atribuiu protagonismo ao PT e ao governo Lula nos escândalos de corrupção do banco. O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), por exemplo, caracterizou o caso como o maior escândalo de corrupção do Brasil e alegou ser capitaneado por Lula. Outras publicações do campo, como do PL, afirmaram que tudo teria começado com o PT da Bahia e reforçaram a relação de Wagner com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já o senador e pré-candidato do PL ao Planalto Flávio Bolsonaro voltou a pressionar pela abertura de uma CPMI do Banco Master. O que pesa contra Wagner A PF apontou que o senador foi o beneficiário central de vantagens econômicas pagas por integrantes do banco de Daniel Vorcaro, apontando relação próxima de Wagner com Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. A polícia suspeita da atuação parlamentar do senador em temas de interesse do Master, como na tramitação de propostas sobre crédito consignado e o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e ainda durante a fiscalização parlamentar sobre a compra do Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB). A PF apontou uma correlação entre essas atuações e supostas “vantagens econômicas indevidamente” recebidas por Wagner. Em nota, a defesa do senador diz que apresentou recurso e busca a anulação “apontando erros graves que comprometem a medida”. A nota é assinada por Pablo Domingues. No texto, a defesa diz que há equívocos na decisão porque o parlamentar “jamais atuou no Congresso Nacional para favorecer” a instituição financeira. Ele afirma que uma prova disso é que “a única emenda de sua autoria sobre o tema”, apresentada numa Medida Provisória (MP) “propunha limitar juros e proteger os consumidores, justamente o contrário dos interesses do banco”. A defesa diz ainda que o senador se apresentou contra emenda apresentada por Ciro Nogueira (ainda que sem citar nominalmente o senador). O advogado também diz que os valores em espécie encontrados em endereços ligados ao parlamentar têm “origem lícita e comprovada”. A PF apreendeu US$ 49 mil (o equivalente a R$ 253 mil na cotação atual) em espécie em um quarto do hotel Brasília Palace, onde ele costumar ficar em Brasília. Além disso, também foram apreendidos 33,5 mil euros e US$ 6,175 mil em seu endereço em Salvador, na Bahia.
Bolsonarismo lidera debate digital sobre corrupção após operação da PF contra Jaques Wagner, mostra relatório
Dados do instituto Democracia em Xeque mostram o crescimento da discussão sobre o tema nas redes sociais após a ação contra o líder do governo Lula no Senado












