A operação terá como foco evacuar mais de 11.000 marinheiros que ficaram "presos" no Golfo durante o conflito, segundo a agência. "Esta operação de grande escala será realizada em estreita cooperação com o Irã, Omã, todos os demais Estados costeiros da região, os Estados Unidos e a indústria marítima. Garantimos as condições de segurança necessárias e verificamos minuciosamente as condições para uma navegação segura a fim de apoiar essas operações", disse o secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, em comunicado. Segundo a OMI, essa operação, feita em caráter excepcional, é necessária porque a quantidade de navios que ficaram retidos no Golfo Pérsico durante a guerra não permite que a passagem por Ormuz seja feita de forma segura com o sistema regular de tráfego. Agora no g1 Dominguez afirmou que a operação será realizada "após meses de dificuldades e sofrimento para milhares de marinheiros inocentes" no Oriente Médio e após a OMI garantir as condições de segurança necessárias para uma navegação segura. O plano foi anunciado cerca de uma semana após os EUA e o Irã terem assinado um acordo de paz provisório na guerra no Oriente Médio, que marcou o fim dos combates após pouco mais de três meses. Disputa por Ormuz A informação, veiculada pela agência estatal iraniana Tasnim com uma autoridade militar, adiciona uma nova camada à reabertura de Ormuz, determinada pelo acordo de paz assinado entre EUA e Irã na semana passada —o documento, no entanto, não citava tal limitação. O Irã não mencionou uma quantidade estimada de navios permitidos a passar pelo local. EUA e Irã também travam uma disputa sobre quem controlará o estreito no pós-guerra e outras questões, como a possível cobrança de taxas feita por Teerã. Na segunda, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que Ormuz estava "totalmente aberto", já o Irã tem ameaçado fechar novamente o estreito por conta de ataques de Israel no Líbano. O Irã e o Omã afirmaram nesta terça que vão estudar uma futura administração conjunta de Ormuz, com a cobrança de custos pelos serviços prestados. Com a declaração conjunta, os dois países insistiram na soberania sobre a via marítima no Oriente Médio.