O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Turk, pediu medidas urgentes para remediar a situação de milhares de marinheiros presos na guerra no Oriente Médio, informou sua porta-voz, Shabia Mantoo.
A Organização Marítima Internacional afirmou que há pelo menos 6.000 marinheiros em centenas de embarcações que estão retidos no estreito, impossibilitados de serem retirados durante o cessar-fogo. Muitos outros continuam desaparecidos.
Turk instou os Estados, os proprietários de navios e todos os demais atores relevantes a "garantir com urgência a proteção dos marinheiros retidos", inclusive por meio de assistência consular e fornecimento de suprimentos essenciais, "e facilitando as retiradas e repatriações", disse Mantoo em uma entrevista coletiva.
"As partes envolvidas no conflito devem trabalhar com urgência para facilitar a passagem segura das pessoas retidos, a fim de que possam ser evacuadas e desembarcar com segurança, bem como garantir a entrega de suprimentos essenciais", acrescentou Mantoo.
A guerra, que eclodiu no final de fevereiro, recomeçou este mês após um cessar-fogo que durou apenas algumas semanas, mergulhando a região novamente no caos enquanto o Irã e os Estados Unidos disputam o controle do estreito de Hormuz.









