Navio de Singapura relatou ataque com projétil enquanto passava pela hidrovia vital entre a costa de Irã e Omã Vista aérea do petroleiro HELGA atracado em um dos terminais petrolíferos offshore do sul do Iraque — Foto: REUTERS/Mohammed Aty/Foto de Arquivo A agência marítima da ONU suspendeu nesta quinta-feira (25) uma operação de evacuação destinada a retirar centenas de navios retidos e milhares de marítimos através do Estreito de Ormuz, após uma embarcação ter sido atacada no Golfo de Omã. “Fui informado sobre um ataque ocorrido hoje no Golfo de Omã contra uma embarcação que havia atravessado o Estreito de Ormuz. Essa embarcação não estava transitando sob o esquema de evacuação da IMO”, afirmou Arsenio Dominguez, secretário-geral da Organização Marítima Internacional (IMO), agência marítima da ONU, em comunicado. “Decidi suspender temporariamente sua implementação para reconfirmar que as garantias de segurança necessárias continuam em vigor para os navios incluídos em nossa lista de evacuação e para todos aqueles que se encontram na região”, acrescentou Dominguez. A iniciativa, lançada na terça, oferecia uma opção voluntária para que navios e suas tripulações deixassem o Golfo utilizando duas rotas — uma através de águas iranianas e outra por águas omanenses, sob supervisão dos Estados Unidos, informou a IMO nesta semana. Contudo, um ataque suspeito ao cargueiro com bandeira de Singapura Ever Lovely, que transitava pela rota mais próxima a Omã, voltou a alimentar dúvidas sobre a segurança no estreito ao mesmo tempo em que o fluxo de petróleo pela passagem atinge o maior nível desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. A Guarda Revolucionária do Irã também afirmou novamente nesta quinta que os navios precisa coordenar sua passagem com autoridades iranianas, enquanto o secretário de Estado americano, Marco Rubio, avisou que nenhum o Irã não deve bloquear a passagem de navios. Citando fontes a par da situação, a imprensa americana noticiou que Teerã espera arrecadar até US$ 40 bilhões por ano com taxas de segurança e administração para os navios que passam pelo estreito, de maneira semelhante ao que a Turquia faz em Dardanelos. “Se o Irã ameaçar ou bloquear navios no Estreito de Ormuz, então teremos um problema”, afirmou Rubio, depois de dizer anteriormente aos ministros que “nenhum país do mundo tem o direito de cobrar pelo uso de hidrovias internacionais” e que tarifas sobre a navegação jamais fariam parte de qualquer acordo.