Apesar da melhora da atividade, os dados apontam para uma fraqueza persistente do investimento, um dos principais desafios para a sustentação do crescimento econômico no longo prazo O crescimento do trimestre foi impulsionado principalmente pelo setor externo e pela recuperação dos setores primários — Foto: Divulgação/Ministério da Produção A economia da Argentina deu sinais de continuidade ao processo de recuperação no início de 2026. O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 2,3% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira (23) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). Em termos dessazonalizados, o PIB cresceu 0,7% em relação ao quarto trimestre do ano anterior. O crescimento do trimestre foi impulsionado principalmente pelo setor externo e pela recuperação dos setores primários. Pelo lado da demanda, as exportações lideraram o crescimento, com alta de 9,8% na comparação anual. O consumo privado também contribuiu positivamente, com expansão de 2,7%, favorecida pelo aumento das importações de bens de consumo final e automóveis. Do lado da oferta, os destaques foram os setores de pesca, que cresceu 27,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025, agricultura, pecuária, caça e silvicultura, com avanço de 18,1%, e extração de minas e pedreiras, que registrou expansão de 12,3%. Apesar da melhora da atividade, os dados apontam para uma fraqueza persistente do investimento, um dos principais desafios para a sustentação do crescimento econômico no longo prazo. A Formação Bruta de Capital Fixo caiu 11,6% na comparação anual. A retração foi puxada, principalmente, pela queda dos investimentos em máquinas e equipamentos produzidos no país, que recuaram 11,5%, e em equipamentos de transporte de fabricação nacional, com queda de 26,4%.
PIB da Argentina cresce 2,3% no primeiro trimestre de 2026
Apesar da melhora da atividade, os dados apontam para uma fraqueza persistente do investimento, um dos principais desafios para a sustentação do crescimento econômico no longo prazo












