Situação do senador foi discutida em reunião do comitê à reeleição nesta segunda-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O senador Jaques Wagner — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo/03/06/2024 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/06/2026 - 19:26 Pressão sobre Jaques Wagner: Caso Banco Master ameaça reeleição de Lula O temor de impacto na reeleição de Lula pressiona Jaques Wagner a deixar a liderança no Senado após a Polícia Federal expor suas ligações com o caso Banco Master. Discussões no comitê de campanha destacam a necessidade de apoio às investigações sem intervenção política. A permanência de Wagner será decidida em reunião com Lula. A situação coincide com eventos importantes na Bahia e divide opiniões sobre o melhor timing para sua saída. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O temor de impacto na campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem pressionando o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), a deixar o cargo após a Polícia Federal expor suas relações com o caso do Banco Master. O tema foi discutido em uma reunião do núcleo de campanha nesta segunda-feira, e os integrantes manifestaram preocupação com efeitos negativos da operação da imagem de Lula, no momento em que presidente abriu pequena vantagem em relação a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas de intenção de voto. A avaliação feita foi de que o PT deve manter apoio irrestrito às investigações da fraude bancária do banco de Daniel Vorcaro “alcance quem alcançar” e que as apurações devem continuar sem intervenção política. A decisão de permanência ou não de Jaques Wagner no cargo de confiança deve ser tomada em uma reunião entre ele e o presidente prevista para ocorrer nesta quarta-feira. A discussão aumenta a pressão pela saída de Wagner da liderança do Senado, movimento que encontra apoio no Palácio do Planalto e na cúpula petista. O parlamentar resiste em deixar o posto. Procurado, Wagner não se manifestou. De acordo com um integrante da pré-campanha que esteve na reunião, há um compasso de espera entre os políticos para ver qual será o comando dado por Lula para lidar com esse caso e como eventualmente será tratada a saída ou não de Wagner. Esse interlocutor diz ainda que a coordenação tem em mãos um levantamento que mostrou que a operação da semana passada não foi o tema que mais mobilizou as pessoas, mas sim a Copa do Mundo e o jogo da seleção brasileira. Além disso, minimiza o fato de o grupo ter tratado desse assunto, já que eles costumam fazer um panorama político dos eventos. A coordenação da pré-campanha costuma se reunir às segundas-feiras. Outro integrante afirma que a linha que o PT e o grupo deverão adotar já foi passada pelo presidente da sigla e coordenador-geral do comitê de reeleição, Edinho Silva. Na semana passada, após a operação da PF, Edinho afirmou em nota que o parlamentar tem toda a confiança do partido e que a sigla apoia “todas as apurações” envolvendo o caso Master. “O senador Jaques Wagner é depositário de toda a nossa confiança. Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master, a sociedade tem o direito de saber a verdade. Os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis penalizados. Nesse processo de investigação e apuração, temos confiança que o Jaques Wagner esclarecerá todos os fatos, comprovando a sua inocência”, disse Edinho na nota divulgada na semana passada. Segundo um petista que acompanha as conversas, há uma discussão sobre o timing dessa eventual saída de Wagner do cargo. Isso porque ela está sendo discutida às vésperas das comemorações da Independência da Bahia, no dia 2 de Julho. Esse petista defende que, se ele for deixar o governo, que isso ocorra agora, para não contaminar a data —o presidente Lula deve viajar a Salvador na data e participar de atividades consideradas positivas para o governo. Por outro lado, um grupo defende que Wagner fique no cargo até a data em questão para colher saldo eleitoral das atividades.
Temor de impacto na campanha de Lula pressiona Jaques Wagner a deixar liderança do governo no Senado
Situação do senador foi discutida em reunião do comitê à reeleição nesta segunda-feira
Senador Wagner é pressionado a deixar liderança no Senado após PF expor ligações ao Banco Master, risco à reeleição de Lula. Decisão sobre permanência será tomada em reunião com presidente esta semana, crítica ao timing da campanha.
















