Caso ganhou repercussão nacional após divulgação de vídeo em que jovem salta sem as cordas de segurança 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Rope jump: novas imagens mostram Maria Eduarda antes de ser lançada da ponte — Foto: Reprodução/TV Record RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/06/2026 - 09:27 Acidente fatal em Limeira expõe falhas em atividades de Rope Jump Novas imagens mostram Maria Eduarda Rodrigues momentos antes de cair de uma ponte em Limeira, SP, sem cordas de segurança durante um salto de Rope Jump. O caso, que ganhou repercussão nacional, expôs a falta de protocolos dos instrutores, agora presos por homicídio com dolo eventual. A jovem pagou pela experiência, mas sem supervisão adequada. A Ponte do Esqueleto, onde ocorreu o acidente, já registrou outros incidentes graves. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Novas imagens mostram a jovem Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, a poucos instantes de ser lançada sem as cordas em um salto de Rope Jump, na semana passada, em Limeira (SP). O caso ganhou repercussão nacional devido à falta de protocolos de segurança dos três instrutores responsáveis, que não perceberam a ausência do equipamento no lançamento de 40 metros de altura. Os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, de 42, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva e respondem por homicídio com dolo eventual. As gravações obtidas pelo programa Domingo Espetacular, da TV Record, mostram Maria Eduarda de roupa preta, mexendo no celular. Depois, ela aparece agachada na beira da ponte, olhando com atenção para outro salto que estava sendo realizado. Maria Eduarda Rodrigues — Foto: Reprodução/TV Record De acordo com a investigação, não havia uma empresa formalmente constituída e regulamentada por trás da atividade. Para a delegada, os organizadores operavam de forma autônoma e utilizavam as marcas divulgadas nas redes para promover os saltos. A defesa dos três investigados sustenta que eles possuem ampla experiência na realização de atividades de aventura e argumenta que esta teria sido a primeira morte registrada em sua trajetória profissional. Em depoimento à polícia, dois deles afirmaram ter sofrido um “apagão” durante os procedimentos de preparação e não souberam explicar em que momento deixaram de prender as cordas. — A atividade, por si só, se mostra como sendo de alto risco, o que evidentemente exigiria a demonstração de qualificação técnica por parte dos presos e dos demais envolvidos, o que não se verifica nos altos. Luis, Vitor e Maicon disseram aqui que exercerem atividades diversas como auxiliar de produção, autônomo e pintor. A morte foi ocasionada durante uma atividade que eles faziam com recebimento de valor, o que exigiria, sim, um maior controle e fiscalização dos mecanismos de segurança — afirmou o Ministério Público, conforme imagens obtidas pelo portal Notícias de Limeira. Maria Eduarda pagou R$ 180 pela experiência e desembolsou outros R$ 150 para que o salto fosse filmado com uma câmera 360 graus. O equipamento, que aparecia nas mãos da jovem momentos antes da queda, ainda não foi localizado pelos investigadores. A conversão da prisão em flagrante para preventiva foi determinada pela Justiça após os instrutores trocarem de roupa e tentarem fugir do local, segundo testemunhas informaram à polícia. O trio nega as acusações e diz que permaneceu no local. Neste final de semana, três novos suspeitos foram presos. Local da queda que matou jovem Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, em salto de rope jump em Limeira (SP) — Foto: Editoria de Arte Jovem era formada em Educação Física Formada em Educação Física e moradora de Jandira, na Grande São Paulo, Maria Eduarda trabalhava em uma academia e costumava compartilhar nas redes sociais registros ligados a esportes, natureza e bem-estar. Horas antes do acidente, publicou uma foto em frente a placas que alertavam para o risco de morte no local. Em uma postagem feita pouco antes do salto, escreveu em tom de brincadeira: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”. Após sua morte, o perfil da jovem também foi retirado do ar. A Ponte do Esqueleto, estrutura ferroviária inacabada que hoje pertence à União, acumula histórico recente de acidentes. Em 2024, uma ciclista morreu após cair do viaduto, enquanto outras duas mulheres ficaram gravemente feridas em ocorrências registradas nos meses anteriores. A prefeitura de Limeira e a Secretaria de Patrimônio da União divergem sobre a responsabilidade pela fiscalização e pelo controle de acesso ao local.